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Professores

Títuloordem decrescente Código Data Descrição
Carlos Raja Gabaglia Moreira Penna (? - 2011) _

Carlos Raja Gabaglia Moreira Penna era professor do quadro complementar do Departamento de Engenharia Civil e ministrava a disciplina Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. É de sua autoria o livro O Estado do Planeta. Sociedade de consumo e degradação ambiental (1999). Foi ainda diretor técnico do Instituto Brasil PNUMA (Comitê das Nações Unidas para o Meio Ambiente), diretor da Associação de Amigos do Jardim Botânico, conselheiro de várias ONGs de conservação ambiental e sócio-gerente da Hólos Consultoria Ambiental.

Carlos Secchin, fotógrafo que participou com ele em vários trabalhos, escreveu sobre o professor Carlos: “Não havia limite para seu interesse sobre todas as formas de vida e sua preocupação com o nosso futuro próximo e sombrio, baseado, segundo ele, num sistema econômico montado sobre um crescimento crescente, ilimitado e insustentável.”

Veja aqui a homenagem do Instituto ((o))eco.

Clarice Maria Abdalla Carneiro de Rezende (1961 - 2009) _

Sinônimo de competência, profissionalismo e dedicação, Clarice Abdalla morreu no dia 04/02/2009, aos 47 anos, devido a um infarto fulminante. Amigos, parentes e colegas de trabalho se reuniram na manhã de quinta-feira, na capela sete do cemitério São João Batista, em Botafogo, para prestar uma última homenagem à assessora de imprensa da PUC-Rio. A missa de corpo presente foi celebrada pelo reitor Padre Jesus Hortal, S.J., que ficou emocionado ao relembrar Clarice:

- Sentiremos o vácuo, a falta do bem que ela fez. Ela viverá na presença de nossa fé e em nossa lembrança. Nunca a vi de cara fechada, estava sempre sorridente e disposta a ajudar todos em sua caminhada. Sua obra não pode ser interrompida, não podemos deixar cair por terra tudo o que ela fez.

Como coordenadora dos núcleos de Assessoria de Imprensa, Rádio e Internet do Projeto Comunicar e professora do Departamento de Comunicação Social, Clarice era conhecida por ter um cuidado especial com seus estagiários.

- Ela nunca fez segredo de nada, sempre dava dicas para os alunos e isso os deixava confiantes. Com espírito leve e inovador, ficava orgulhosa quando os via bem colocados no mercado de trabalho. Essa é uma qualidade de professor, que requer não só conhecimento, mas um jeito especial de conduzir a vida profissional – lembra o professor Miguel Pereira, coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social.

Para Fernando Ferreira, coordenador geral e um dos criadores do Comunicar, Clarice aliava competência e lealdade, de uma maneira dinâmica e disciplinada. Ela estava sempre em busca de novos meios de comunicação para atuar.

Orientador de Clarice no doutorado sobre Alceu Amoroso Lima, que ela fazia na PUC-Rio, Gilberto Mendonça Teles lembrou que era uma pessoa em quem se podia confiar. Também destacou o fato de que se dedicava integralmente a todos os seus projetos. Gilberto ainda relembrou os e-mails que trocavam, pelo menos duas vezes por semana, e os papos do cafezinho.

- Ela era única e deixou, repentinamente, um vazio difícil de preencher. É uma perda irreparável.

A lembrança de Clarice Abdalla como uma boa amiga também foi mencionada pelo cineasta e professor da PUC-Rio Sílvio Tendler. Ele ressaltou o entusiasmo que ela tinha com sua profissão e contou ter sofrido três perdas: a de uma aluna, a de uma amiga e a de uma colega de trabalho. A mesma paixão pela comunicação foi realçada pelo Pe. Marcos William, Vigário Episcopal para Comunicação Social da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

- Ela significava a própria comunicação e representou o elo entre a PUC-Rio e a Arquidiocese. Fez um belo trabalho, foi às bases e às comunidades. Almejamos olhar para frente e seguir seus conselhos, que criou o Portal da Arquidiocese. Espero que os alunos se espelhem em seu exemplo: fazer comunicação a serviço do povo.

Thiago Camara, ex-aluno da PUC-Rio e um dos integrantes do projeto, lembra que Clarice sempre o incentivou na carreira e na vida.

- O Portal é fruto do empenho dela. Ela incentivou a Arquidiocese a investir na comunicação. Desejo continuar seu legado, na comunicação e na evangelização.

Clarice começou sua carreira como produtora na rádio Jornal do Brasil. Ela fez parte do primeiro programa jornalístico da FM do país, oPanorama Brasil, da rádio Panorama. Ângela de Rego Monteiro a conheceu na redação do jornal O Globo e conta que trocavam muitos telefonemas.

- Ela foi uma jornalista, uma amiga e uma professora exemplar.

Sandra Korman, coordenadora do curso de Comunicação Social da PUC-Rio, disse que são nesses momentos difíceis que devemos refletir sobre a brevidade da vida e não deixar nada para amanhã:

- Clarice foi uma das pessoas mais respeitosas que já conheci. Ela teve uma trajetória de luz e fez um trabalho excelente como professora e profissional.

Bruna Santamarina e Tatiana Carvalho
Portal PUC-Rio Digital

Claudia Miranda (1967-2014) _

Professora da PUC-Rio desde 2004, Claudia Miranda era arquiteta e urbanista formada pela FAU/UFRJ, em 1991, com mestrado em Desenho Urbano pelo PROURB/UFRJ. Trabalhou nos escritórios LPC e Azul antes de fundar a MIRA Arquitetura, em 2000. Também lecionou na Escola de Design de Interiores da Universidade Cândido Mendes entre 1999 e 2007, e na FAU-UFRJ, entre 1994 e 1998. Foi membro do júri e vice-diretora Cultural do IAB/RJ em 1999.

Teve trabalhos publicados nas revistas Projeto, Casa Vogue, Casa Claudia, Finestra, Abitare, nos Catálogos da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e no Jornal O Globo. Recebeu os prêmios DECA – banheiro comercial em 2011 e do Concurso Morar Carioca em 2010.

Professora e Supervisora de Projeto IV do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio, Claudia Miranda foi “uma arquiteta completa, que procurou expandir o seu talento em todas as áreas, de projetos residenciais, comerciais e corporativos e, até mesmo, ensinando a arte da arquitetura na UFRJ, na PUC-Rio e na Universidade Cândido Mendes”, conforme assinala o site do IAB/RJ.

(Curso de Arquitetura e Urbanismo) (+13 de abril de 2014)

Derek Douglas Jack Hacon (1943 - 2012) _

O Prof. Derek nasceu em 1943 na Inglaterra, concluiu o Bacharelado em Matemática pela University of Cambridge (1965), o Mestrado em Matemática pela University of Warwick (1966) e o Doutorado em Matemática pela University of Warwick (1968). Foi admitido na PUC-Rio em agosto de 1982. Por motivo de doença estava afastado desde 2009 das atividades do Departamento de Matemática. Segundo a Direção do Departamento, frequentemente recebia visitas dos amigos do Departamento, ocasião em que ficava sabendo das atividades do Departamento.

A notícia da morte divulgada pelo Departamento de Matemática informa que o Prof. Derek “era especialista na área de topologia algébrica e gostava especialmente da teoria de nós (knots)”. E afirma ainda que “pela pessoa e pelo profissional que foi deixará muita saudade no Departamento de Matemática e entre os colegas. Como mencionou o Prof. Fred [Palmeira], ele estava sempre sorridente e com boa disposição.”

“Sentiremos a falta do seu senso de humor inglês e dos seus aguçados comentários matemáticos.”

O Prof. Fred Palmeira comentou na rede da PUC-Rio que "Há 3 anos [o professor Derek] estava afastado, acometido de esclerose lateral amiotrófica. Apesar de completamente paralisado, mantinha o bom humor, querendo sempre saber das 'fofocas do departamento'. Deixa filhos, netos e muitos amigos."

O Prof. Luiz Roberto Cunha, Decano do CCS, registrou por sua vez: "Um grande abraço para vocês da Matemática, e para a família do Derek. Lembro-me bem dele e de sua disposição para colaborar com os projetos da PUC-Rio, tendo sido um dos professores do Departamento de Matemática, que nos ajudou para a criação e organização do curso de mestrado multidepartamental do IAPUC."

O Decano do CTC, Prof. Luiz da Silva Mello também se manifestou em nome do Centro: "Em nome do CTC expresso nosso profundo pesar pelo falecimento do professor, colega e amigo Derek Hacon. Peço ao Fred que faça chegar nosso sentimento de solidariedade à família do Derek."

Dionísio Dias Carneiro (1945 - 2010) _

As notícias na imprensa destacam a importância do Professor Dionísio para a área acadêmica da Economia, para a história da economia brasileira e destacam como um de seus traços mais marcantes ter sido um grande professor, formador de gerações, como destaca Miriam Leitão em O Globo de 30 de julho de 2010.

Seus amigos sabem que Dionísio vai fazer muita falta como profissional exemplar e como uma pessoa muito rara por suas muitas qualidades, entre elas seu bom humor, sua inteligência e uma extraordinária coragem nos momentos duros que a vida não lhe poupou.

A PUC-Rio se sente honrada por tê-lo tido, ao longo de tantos anos, em seus quadros docentes.

Veja aqui a matéria publicada no Portal PUC-Rio Digital em 30/07/2010.

Leia aqui o depoimento do Professor Dionísio ao CPDOC/FGV.

Em 2013 foi lançado livro em homenagem a Dionísio.

Veja abaixo (Arquivo) o texto do Professor Rogério Furquim Werneck, do Departamento de Economia da PUC-Rio, publicado na página Opinião do jornal O Globo, 06/08/2010, p. 6.

Elias Kallás (1936-2016) _

Sociólogo e Administrador Público formado pela Universidade Federal de Minas Gerais e pós-graduado em Sociologia do Trabalho pela Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, o Prof. Elias Kallás obteve todos os créditos do Programa de Mestrado em Sociologia das Relações Internacionais da PUC-Rio, e do Programa de Doutorado em Administração, Educação e Comunicação, da Universidade São Marcos, de São Paulo. (Ex-Vice-Reitor Administrativo e de Desenvolvimento) (+ 5 de abril de 2016) 

Com diversos cursos de especialização em estudos de alta gerência, realizados no Brasil e no Exterior, foi Vice-Reitor de Desenvolvimento da PUC-Rio além de Diretor Executivo Adjunto da Fundação Nacional Pró-Memória, do Ministério da Cultura; Executor, pelo lado brasileiro, do Projeto de Cooperação Técnica Internacional para a Consolidação do Pólo Tecnológico de Santa Rita do Sapucaí; Secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, nos municípios de Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí, MG; Membro do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado de Minas Gerais, CONECIT; Presidente do Conselho de Desenvolvimento do Pólo Tecnológico de Santa Rita do Sapucaí e Vice-Presidente do Fórum Permanente da Rota Tecnológica do Sul de Minas Gerais.

Ao longo da carreira, Kallás foi professor do Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, do Instituto Nacional de Telecomunicações, e da Universidade do Vale do Sapucaí. Além disso, foi diretor da IBM e secretário municipal de Ciência e Tecnologia entre 2005 e 2008. O Prof. Kallás faleceu aos 80 anos, na cidade de Pouso Alegre, Minas Gerais.

Emanuel Bouzon (1933 - 2006) _

(* 08/01/1933, Manaus/AM; + 27/03/2006, Rio de Janeiro)

Estudou Filosofia na PUC-Rio, onde graduou-se em 1954. Cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, ordenando-se padre em 1958. Estudou Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico, Roma, e Ciências Orientais no Instituto Oriental de Roma e especializou-se em Assiriologia, Egiptologia, Semitistica e História Antiga na Westfälische Wilhelms-Universität de Münster, Alemanha. Em 1988 concluiu o Pós-Doutorado. Foi um dos fundadores do Departamento de Teologia da PUC-Rio, universidade onde trabalhou por mais de quarenta anos. Foi, também, um dos tradutores da Bíblia de Jerusalém para o português.

 

Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim (1925 - 2013) _

Morreu na noite do dia 08 de fevereiro a Profa. Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim. Grande colaboradora da Administração Central da PUC-Rio e pesquisadora reconhecida na área de Letras, Eneida era, principalmente, um ser humano extraordinário.

Muito querida por colegas, funcionários e ex-alunos, a Profa. Eneida nos deixou nesse início de fevereiro e sua figura ao mesmo tempo doce e firme será sempre lembrada com carinho por todos os que tiveram o privilégio de trabalhar e conviver com ela.

Eneida era bacharel e licenciada em Letras Clássicas pela Universidade Santa Úrsula, mestre em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Livre-docente em Língua portuguesa também pela PUC-Rio. Era Professora Emérita da PUC-Rio e, por muitos anos, atuou como professora do Departamento de Letras. Foi também por longos anos Decana do CTCH. Seus trabalhos em semântica e sintaxe e português arcaico fizeram dela uma pesquisadora reconhecida na área de Linguística Histórica.

Os inúmeros e-mails de professores e Departamentos de todos os Centros que circularam pela rede da PUC-Rio, alguns deles reproduzidos aqui, são testemunho do quanto Eneida era valorizada e querida pela comunidade acadêmica tanto por seu trabalho intelectual quanto por suas qualidades humanas e por sua capacidade de contribuir para o coletivo da PUC-Rio.

Nos últimos anos, já como Professora Emérita, Eneida se dedicava com entusiasmo a dar continuidade ao monumental Dicionário iniciado pelo Padre Magne.

Mensagens enviadas sobre a Profa. Eneida Bomfim:

"Prezados professores,
"Em nome do Departamento de Letras comunico com profundo pesar o falecimento da Professora Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim.
"A vida profissional de Eneida foi com a PUC-Rio e ela era e continuará sendo a professora de todos como profissional e principalmente como exemplo de dedicação, seriedade, coerência ética e calor humano.
"Durante mais de uma década foi Decana do CTCH e como Professora Emérita prosseguiu pesquisando com a mesma dedicação e interesse exemplares. Neste momento de muita tristeza aqueles que tiveram a oportunidade de trabalhar junto a ela sentem orgulho e sabemos que sua história se expressará na vocação de todos.
"O Departamento de Letras se solidariza com os familiares neste momento difícil.”
Professor Karl Erik Schøllhammer
Diretor do Departamento de Letras

"Eneida foi uma das melhores e mais leais colaboradoras que tive, durante meus anos como Reitor. Sempre disposta, sempre alegre, sempre amiga.
"Professora de mão cheia e conciliadora por natureza. Verdadeiramente construtora da paz. Por isso, o melhor elogio é o da bem-aventurança correspondente: 'bem-aventurados os que constroem a paz, porque serão chamados filhos de Deus'.
"Que a filha de Deus descanse em paz!"
Professor Pe. Jesus Hortal Sanchez S.J.
Departamento de Teologia da PUC-Rio

"Prezados Professores
"Venho, em meu nome, e no de toda a Vice-Reitoria Acadêmica, manifestar profundos sentimentos e solidariedade aos familiares e amigos da Professora Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim.
"Faço minhas as palavras dos colegas quanto à sua competência, caráter e dedicação à Universidade, alunos e professores, e à especial colaboração no âmbito do CTCH, em seus muitos anos de decania."
Professor José Ricardo Bergmann
Vice-Reitor Acadêmico da PUC-Rio

"Em meu nome e de todo o Centro de Teologia e Ciências Humanas, no qual a Professora Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim exerceu destacada liderança, tendo sido, por largo período, estimada Decana, tanto por sua competência acadêmica e administrativa, quanto por sua delicadeza e atitudes éticas, apresento, neste momento de dor, a seus familiares, amigos e membros de nossa Universidade votos de condolências, unindo-nos a todos em oração."
Professor Paulo Fernando Carneiro de Andrade
Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas da PUC-Rio

"Caríssimos
"Temos na nossa PUC pessoas doces, seres humanos excepcionais, mas poucos se igualam a nossa querida Eneida. Minha permanente força e equilíbrio nos anos que fomos companheiros nas reuniões de Reitoria.
"Com sua suavidade, sua candura, e por que não lembrar suas doces balinhas, que ajudavam a tranquilizar a todos nos momentos difíceis...
"Sua lembrança será, como Deus quer, eterna.
"Muitas saudades dessa pessoa maravilhosa."
Professor Luiz Roberto Cunha
Decano do Centro de Ciências Sociais da PUC-Rio

"Em nome do Centro Técnico Científico e em meu próprio, gostaria de expressar nosso pesar pelo falecimento da Professora Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim, do Departamento de Letras. Eneida, com quem tive a oportunidade de trabalhar constantemente quando Decana do CTCH, além de extremamente competente era uma destas raras pessoas que conseguem combinar generosidade e delicadeza no trato pessoal com firmeza de princípios.
"Manifesto nossa solidariedade aos seus colegas e amigos da PUC-Rio e à sua família.”
Professor Luiz da Silva Mello
Decano do Centro Técnico-Científico da PUC-Rio

"Em meu nome e de toda a Coordenação Central de Pós-Graduação e Pesquisa, manifesto profundo pesar pela perda da excelente acadêmica, que tantos serviços prestou à PUC-Rio, da grande amiga e ser humano que foi a Professora Eneida, e solidariedade a seus familiares, em especial a sua filha Cristina, amigos e colegas."
Professor Paulo Cesar Duque Estrada
Coordenador Central de Pós-Graduação e Pesquisa

"Queridos amigos,
"Com muita tristeza e dor, comunico o falecimento na noite de hoje da nossa querida Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim, Professora Emérita, ex-Decana do CTCH, pesquisadora exemplar e, principalmente, um dos melhores seres humanos que a PUC-Rio já conheceu. Saudade daquela que me recebeu de braços abertos no Departamento de Letras em 1982, e que foi uma das responsáveis por eu ter me tornado professor universitário."
Professor Júlio Diniz
Departamento de Letras

"Comparto seu pesar, Julinho, mesmo sabendo que sua vida foi apenas transformada."
Professora Eliana Yunes
Departamento de Letras

"Em nome de meus colegas do Departamento de Ciências Sociais faço coro às lindas palavras já escritas nesta lista sobre a colega Eneida, e que sua família encontre o conforto, na certeza de que ela já está em paz."
Professora Maria Sarah da Silva Telles
Diretora do Departamento de Ciências Socais

"Caros Colegas,
"Tive a oportunidade de conviver com Eneida muito proximamente durante a época em que ambas fomos decanas. Ser humano extraordinário, de uma generosidade ímpar, com quem muito aprendi.
"Deixo aqui o meu abraço carinhoso aos seus familiares, amigos e companheiros de PUC-Rio."
Professora Gisele Cittadino
Departamento de Direito

"Colegas e amigos,
"Não posso deixar de dar meu depoimento sobre o significado de Eneida em minha vida acadêmica.
"Minha primeira banca como doutor foi na UFRJ, de uma doutoranda orientada por Mônica Rector. Eneida estava na banca e me surpreendeu pela delicadeza e respeito de seus comentários, sobretudo o cuidado em acalmar a candidata naquele momento estressante, que todos conhecemos. Foi um exemplo para mim; marcou minha própria atitude em tantas outras bancas de que participei. Enquanto Decana, Eneida esteve especialmente atenta às necessidades do Departamento de Artes & Design, assistindo-nos,pari-passu, nos momentos da construção de nossa pós-graduação. Equipou boa parte da secretaria e disponibilizou-me, por exemplo, o computador em que hoje trabalho. Quando fui diretor do Departamento de Artes & Design, já não mais Decana, Eneida veio a mim oferecer sua colaboração para o que se fizesse necessário. Era um ser altruísta, exemplar!
"Querida Eneida, tenho grande orgulho em tê-la em minha jornada. Deus lhe tenha bem!"
Professor Luiz Antonio Luzio Coelho
Departamento de Artes & Design

"Queridos colegas e amigos,
"Expresso meu profundo pesar pelo falecimento de nossa querida Eneida.
"Amiga e conselheira em muitos momentos de minha carreira acadêmica. Incansável frente ao Decanato do CTCH, onde deixou uma marca de dedicação e competência.
"Que Deus lhe dê o descanso merecido.”
Professora Rita Maria de Souza Couto
Departamento de Artes & Design

“Querido Karl e colegas de Letras,
"Em meu nome pessoal e em nome do Núcleo de Memória quero manifestar nossa solidariedade e nosso pesar pela morte da Eneida.
"Todos nos lembramos dela com carinho e sabemos o quanto ela trabalhou pelo Departamento e pela PUC-Rio.
"Por favor, caso seja possível, transmita à família da Eneida nosso abraço cheio de carinho.”
Professora Margarida de Souza Neves e Núcleo de Memória da PUC-Rio

"Conheci a Professora Eneida, e manifesto os sentimentos aos familiares e desejo que o Senhor lhe conceda a recompensa dos justos.”
Professor Dom Paulo Cezar Costa
Departamento de Teologia

"É com pesar que recebemos a notícia da morte de Eneida. Unimo-nos a sua família e amigos na dor e na esperança da ressurreição."
Professora Maria Clara Bingemer
Departamento de Teologia

"Em meu nome e do Departamento de Educação manifesto meu carinho e pesar a toda sua família, em particular às filhas Inês e Cristina."
Professora Sonia Kramer
Diretora do Departamento de Educação

"Como diretora e coordenadora da Pós-Graduação em Educação nos anos 1990, venho manifestar a minha tristeza pela morte de Eneida. Foi uma pessoa extremamente compromissada com a excelência acadêmica de nossa universidade.
"Venho manifestar nossa solidariedade à família de nossa querida Eneida."
Professora Isabel Lelis
Departamento de Educação

"O Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem lamenta profundamente a perda da Professora Eneida – Professora Emérita, fundadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUC-Rio, para cujo crescimento e solidificação contribuiu enormemente como docente, pesquisadora e coordenadora, aliando sabedoria, solidariedade e generosidade com o ser humano. Ainda ativa no atual Programa de Estudos da Linguagem, deixa grande saudade entre colegas, funcionários e alunos. Que os valores que Eneida representa permaneçam orientando nossas ações."
Professora Letícia M. Sicuro Corrêa
Departamento de Letras

"Comunicamos por meio desta nosso pesar pelo falecimento da Professora Eneida. À família, amigos e colegas, os nossos melhores sentimentos."
Professor Welles Morgado
Diretor do Departamento de Física

"O Diretor do Departamento de Matemática, Professor Lorenzo J. Díaz, e o corpo docente do Departamento manifestam grande pesar pela perda da Professora Eneida do Rêgo Monteiro Bomfim, do Departamento de Letras."

"Mais uma vez cumpro a missão, como diretor do Departamento de Geografia, de enviar aos inúmeros amigos, ex-alunos, ex-colegas de trabalho e a todas as pessoas que tiveram a sorte de passar pela vida da Professora Eneida o nosso pesar pela perda de mais uma pessoa fundante da memória da PUC-Rio."
Professor Augusto César Pinheiro da Silva
Diretor do Departamento de Geografia

"Em nome do Departamento de Psicologia, expresso sinceros votos de pesar pelo falecimento da inesquecível Professora Eneida."
Professor J. Landeira-Fernandez
Diretor do Departamento de Psicologia

Erlane Ferreira Soares (1940 - 2012) _

Morreu na manhã do dia 09/04/2012 o Prof. Erlane Ferreira Soares, após longo período de luta contra um câncer no cérebro.

Engenheiro civil pela Universidade Federal do Ceará, obteve o mestrado em Engenharia Civil na PUC-Rio em 1967, onde lecionou por alguns anos, antes de partir para o doutorado na Universidade de Waterloo, obtido em 1975, na área de Recursos Hídricos. Ocupou diversos cargos administrativos na PUC-Rio, com atuação marcante e produtiva. Foi Diretor do Departamento de Engenharia Civil, Diretor da DAR, Coordenador Central de Projetos Patrocinados, Coordenador Central de Pós-Graduação, Vice-Reitor Acadêmico Adjunto e Coordenador Central de Extensão.

Deixa um filho e a esposa Christine, ex-Decana do CTC.

Erlane teve atuação marcante como professor e administrador, e sua inteligência e competência se aliaram a um convívio pessoal enriquecedor e inesquecível para todos nós.

Alguns amigos da PUC-Rio compartilharam as mensagens publicadas a seguir:

"O Reitor da PUC-Rio  vem manifestar sua solidariedade  aos Departamentos de Sociologia e Política e Engenharia Civil pelo falecimento dos Professores Santuza Cambraia Naves e Erlane Ferreira Soares que colaboraram academicamente com a nossa Universidade.  Peço a Deus que conforte as famílias dos respectivos professores, na certeza de que os mesmos estarão intercedendo por todos nós na morada eterna."
Prof. Pe. Josafá Carlos de Siqueira S.J.
Reitor da PUC-Rio

"É com enorme pesar que comunicamos o falecimento do prof. Erlane Ferreira Soares, ocorrido na manhã desta 2ª feira, 09/04/2012.
"O Prof. Erlane trabalhou durante mais de 27 anos na Vice-Reitoria Acadêmica, onde desempenhou com maestria diversos cargos administrativos. Profissional competente, prof. Erlane sempre se caracterizou pelo bom senso, capacidade de trabalho, espírito cooperativo e refinado humor. É uma perda lastimável."
Prof. José Ricardo Bergmann
Vice-Reitor Acadêmico

"Mais um grande colega e amigo que perdemos este ano. Lamento profundamente esta passagem e meus sinceros sentimentos para a Christine e os colegas da Engenharia Civil onde ele era lotado."
Prof. Reinaldo Castro Souza
Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio

"Nossos sentimentos à família do Prof. Erlane e aos seus colegas do Departamento de Engenharia Civil e da CCE, aonde realizou um trabalho excelente.
"Não posso deixar de ser grato pela sua contribuição na montagem administrativa do Mestrado Profissional em Logística."
Prof. José Eugenio Leal
Departamento de Engenharia Industrial da PUC-Rio

"Meus sinceros sentimentos para sua esposa Christine, seu filho e também para o Departamento de Engenharia Civil."
Profa. Isabel Moreira
Departamento de Química da PUC-Rio

"Prezados colegas
"É com grande pesar que comunicamos o falecimento, após longa enfermidade, do Prof. Erlane Ferreira Soares, nosso colega até 2007, quando aposentou-se.
"O Erlane foi um excelente professor e Diretor do Departamento de Engenharia Civil, tendo ainda servido à  PUC com extrema competência em diversos cargos da administração acadêmica incluindo, que eu me lembre, a Direção da DAR, a Coordenação Central de Pós-Graduação, a Coordenação Central de Projetos Patrocinados e a Direção da CCE.
"Convivi mais de perto com o Erlane, na VRAc, de 1995 a 2007, quando aprendi muito com ele. Foi um grande parceiro, sempre disposto à troca de ideias de forma leve, agradável e inteligente, e a ajudar os menos experientes nas mais diversas questões do trabalho. Sentiremos muito a sua falta."
Prof. Luiz da Silva Mello
Decano Interino do CTC-PUC/Rio

"Faço minhas as palavras de tantos, especialmente as do Bergmann, que sintetizou muito bem. Antes de morrer pediu aos familiares que eu fizesse as orações no cemitério, que é o que farei cerca das 15 hs."
Prof. Pe. Pedro M. Guimarães Ferreira S.J.
Professor do Departamento de Engenharia Elétrica

"Em nome do Departamento de Psicologia, e em meu próprio nome, gostaria de transmitir meus sentimentos de pezar aos familiares e aos colegas mais próximos do Prof. Erlane.
"Embora eu seja do CTCH, em função dos inúmeros cargos exercidos pelo Prof. Erlane, tivemos um contato bastante próximo. Todas minhas lembranças são pontuadas por seu esforço em entender e ajudar na resolução dos problemas ligados ao Departamento de Psicologia que lhe eram submetidos.
"Mesclado a isso, a capacidade de ponderar e refletir sobre a PUC e sobre a vida, o dom de contar histórias e uma sutil ironia, que enriqueciam nossos encontros acadêmicos.
"Nesse momento, me dei conta que, entre muitos outros colegas, o Prof. Erlane foi uma das pessoas dessa universidade de quem levarei uma das lembrança mais afetivas."
Profa. Maria Elizabeth Ribeiro dos Santos
Diretora do Departamento de Psicologia da PUC-Rio

"Colegas,
"Com profundo pesar, informamos o falecimento nesta data do ex-professor da Engenharia Civil da PUC-Rio, Erlane Ferreira Soares, após longo período de luta digna e serena contra um câncer no cérebro.
"Engenheiro civil pela UF Ceará, obteve o mestrado em Engenharia Civil na PUC-Rio em 1967, onde lecionou por alguns anos, antes de partir para o doutorado na Universidade de Waterloo, obtido em 1975, na área de Recursos Hídricos.
"Ocupou diversos cargos administrativos na PUC-Rio, com atuação marcante e produtiva. Foi Diretor do Departamento de Engenharia Civil, Diretor da DAR, Coordenador Central de Projetos Patrocinados, Coordenador Central de Pós-Graduação, Vice-Reitor Acadêmico Adjunto e Coordenador Central de Extensão.
"Deixa um filho e a esposa Christine, ex-Decana do CTC.
"Erlane teve atuação marcante como professor e administrador, e sua inteligência e competência se aliaram a um convívio pessoal enriquecedor e inesquecível para todos nós."
Prof. Raul Rosas e Silva
Diretor do Departamento de Engenharia Civil das PUC-Rio

"Prezado Raul e demais colegas da Engenharia Civil.
"Estamos cruzando um período de muitas perdas de colegas que tiveram importante papel na construção da PUC que conhecemos hoje. Este ano nos empobreceu profundamente. Em meu nome, como colega de tantos anos de Erlane e como representante do departamento de Química, envio os sinceros sentimentos à família de Erlane e ao departamento de Engenharia Civil."
Profa. Angela de Luca Rebello Wagener
Diretora do Departamento de Química da PUC-Rio

"Colegas,
"Quero também juntar-me aos demais que já se expressaram. A minha sensação é também essa de que uma geração que, desde os anos 70/80, construiu a duras penas essa universidade está partindo. Espero que as novas gerações possam beber algo dessa cultura institucional que se construiu ao longo desse anos e que se constitui na marca distintiva da PUC-Rio. Que a universidade se renove, sem perder a sua identidade no que ela tem de mais característico, que é o respeito mútuo e o coleguismo que permite conviver e crescer com as diferenças."
Profa. Ana Waleska Pollo Campos Mendonça
Departamento do Departamento de Educação da PUC-Rio

"Caros colegas,
"Faço minhas as sábias palavras da Ana Waleska.
"Como membro desta geração que vestiu a camisa e ajudou a fazer da nossa PUC-Rio uma universidade de excelência e, mais do que isto, um local de trabalho privilegiado pelo ambiente cordial que nos cerca, vejo com melancolia colegas de uma vida inteira partirem - inclusive aqueles que, silenciosamente, vêm se aposentando.
"Espero que as novas gerações valorizem essa universidade como nós fizemos e contribuam ainda mais para o seu engrandecimento."
Profa. Rosa Marina de Brito Meyer
Coordenação Central de Cooperação Internacioal - CCCI

Félix Pastor S.J. (1933 - 2011) _

O Núcleo de Memória da PUC-Rio recebeu, com tristeza, a notícia da morte do Pe. Félix Pastor S.J. (25/02/1933 - 11/07/2011) e quer se unir à tristeza do Departamento de Teologia de onde foi por muitos anos professor, da Companhia de Jesus e de seus muitos alunos, amigos e orientandos brasileiros.

Igreja perde Padre Felix Alejandro Pastor Piñeiro

Publicado em www.arquidiocese.org.br em 12/07/2011

Na última segunda-feira, 11 de julho, faleceu, aos 78 anos de idade, no Rio de Janeiro, o Padre Felix Alejandro Pastor Piñeiro, professor emérito da Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde lecionou Sacramento da Ordem e o Tratado sobre Deus.

Durante 44 anos, o Sacerdote também trabalhou no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, em Roma, onde foi Diretor Espiritual, Prefeito dos Estudos e Bibliotecário, orientando os alunos na escolha dos cursos, auxiliando-os no aprofundamento das disciplinas e na preparação dos exames. Padre Alejandro atuou também na PUC-Rio e na Faculdade João Paulo II.

Durante seu luminoso ministério de professor, Padre Felix serviu generosamente à Igreja do Brasil e do mundo, orientando mais de 110 teses doutorais, dentre elas as de inúmeros Bispos, Arcebispos e Cardeais, como por exemplo, Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, e Dom José Policarpo, Patriarca de Lisboa, além de contribuir para uma sólida formação de muitas gerações de sacerdotes e leigos.

Todos os anos, o Sacerdote vinha da Europa para o Rio de Janeiro, onde dava aulas no curso de Teologia da PUC-Rio. Na última quinta-feira, ele chegou à cidade para ministrar seu curso e durante o final de semana fazia um retiro espiritual, quando, na manhã do dia 11, não apareceu para o café. Padre Alejandro foi encontrado sem vida pouco depois das 9h em seu quarto, na Residência Padre Leonel Franca, dos padres jesuítas, que trabalham na Universidade.

Padre Felix Pastor era espanhol, nascido no dia 25 de fevereiro de 1933. Entrou para a Companhia de Jesus (Jesuítas) em 1950 e foi ordenado Padre no dia 27 de agosto de 1963.

Arquidiocese do Rio de Janeiro
 

Pe. Felix Alejandro Pastor S.J.

Publicado no site www.ihu.unisinos.br

Faleceu dia 11 de julho, no Rio, o Pe. Felix Alejandro Pastor S.J.

Nascido em 1933 na Galícia, fez os votos religiosos na Companhia de Jesus em 1950.

Junto com outros jesuítas espanhóis foi destinado ao Brasil, aonde chegou jovem e fez seus estudos, tendo sido ordenado em 1963.

Possuindo notável vocação teológica após seu doutorado foi chamado a ser Professor da Pontifícia Universidade Gregoriana e Diretor de Estudos do Colégio Pio Brasileiro em Roma.

Durante décadas alternou suas funções em Roma com a participação, durante as férias do verão europeu, nas atividades de ensino no Departamento de Teologia da PUC - Rio, ministrando disciplinas de pós Graduação e mesmo de graduação. Distinguia-se por sua erudição e sólido conhecimento teológico, por um profundo amor a Igreja e um trato afável com os estudantes e colegas, muitos dos quais se tornaram amigos por toda a vida.

Autor de uma obra teológica vasta e consistente dirigiu mais de 150 teses de doutorado, tendo sido formador de um grande número de teólogos e teológas brasileiros, muitos dos quais foram chamados ao episcopado e mesmo ao cardinalato como D. Scherer, de São Paulo.

Sua contribuição para a Igreja do Brasil é inestimável.

Pe. Pastor tinha especial afeição pelo Rio de Janeiro. Chegou de Roma quinta feira dia 7 de julho para lecionar um seminário na Pós-Graduação da PUC-Rio entre os meses de agosto e setembro.

Sua morte deu-se no dia em que se abria o 24º Congresso da SOTER onde se encontram vários de seus orientandos e provocou grande consternação.

Paulo Fernando Carneiro de Andrade
Professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio e Decano do CTCH
 

Felix Pastor, orientador e amigo (1933-2011)

Publicado no site www.ihu.unisinos.br

Nós, teólogos brasileiros, perdemos no dia 11 de julho um grande mestre e amigo. Deixou-nos o padre Felix Pastor, que tinha recém chegado de Roma para a sua temporada no Rio de Janeiro, onde também lecionava.

Não há como lembrar de sua presença senão com alegria e saudade e hoje, em especial, muita saudade. Foram inúmeros teólogos brasileiros e latino-americanos que passamos por sua competente e atenta orientação. Impressionante a sua capacidade de doação e a argúcia de seu método. Foi alguém que abriu as portas da Pontifícia Universidade Gregoriana para muitos dos teólogos pesquisadores que se encontram hoje atuando em Universidades e Institutos Teológicos no Brasil e tantas outras localidades. Como bem acentuou o cardeal Aloísio Lorscheider, no prefácio de obra em sua homenagem, Pastor “é um benemérito da Igreja universal e, de modo especial, da Igreja que está no Brasil. A Igreja do Brasil deve muito a este sacerdote zeloso e dedicado.
Várias gerações passaram por suas mãos” (O mistério e a história. São Paulo: Loyola, 2003).

Tive em particular essa alegria de poder conviver de perto com esse grande mestre. Um contato que começou quando era estudante do mestrado em teologia na PUC-Rio, numa época de grande florescimento da teologia, marcada pela presença de muitos jovens estudantes leigos.

Tinha nascido no período a idéia de trazer Felix Pastor para ajudar no ensino e na orientação dos estudantes de teologia. Sua vinda foi celebrada por todos, e assim nasceu uma parceria maravilhosa. A cada ano, Pastor dedicava um semestre ao ensino na Gregoriana e o outro na PUC-Rio.

Essa presença no Brasil foi geradora de muitas vocações teológicas. Muitos de nós, seus alunos na PUC, fomos recebidos por ele com afeto e alegria na Gregoriana, para os estudos doutorais. E isso também foi favorecido pela grande sensibilidade de Pastor aos temas candentes da teologia latino-americana, como a teologia da libertação, as comunidades eclesiais de base e as pastorais sociais. Estávamos diante de um teólogo apaixonado pelo tema do Reino e da História.

Num de seus livros, dedicados a esta questão, dizia com segurança: “Descobrindo a unidade teológica da história dos homens, criados a participar da salvação escatológica, a Teologia da Libertação descobre a unidade profunda do temporal e do espiritual, do escatológico e do histórico, do individual e do comunitário, do religioso e do político”. A teologia para ele estava diante de uma tarefa nova e fundamental: armar sua tenda na história dos humanos, sem perder jamais, a sedução do Mistério. A salvação deixa de ser uma questão extra-terrena e passa a ocupar o cenário das lutas do dia-a-dia: “A salvação cristã inclui a realidade do homem novo e da nova terra, em que habita a justiça. Postular a sua realização e lutar pelo seu advento não é uma usurpação prometeica, mas uma exigência da ética cristã”. Esse foi o aprendizado que dele recebemos, e que foi decisivo para as nossas trajetórias.

Pastor foi também um grande teólogo, possuidor de invejável cultura teológica, mas que não ficava restrita a esse campo do saber. Impressionava sua abertura ao universo da literatura, do cinema e da arte em geral. Sua paixão teológica voltava-se, de modo particular, para dois grandes clássicos da teologia:Agostinho e Paul Tillich. A eles dedicou inúmeros cursos, conferências e muitos artigos, publicados em periódicos reconhecidos internacionalmente. Admirava igualmente Karl Rahner, e com grande maestria nos ajudava a desvendar as difíceis e sedutoras entranhas desse grande teólogo alemão. Não me esqueço de suas brilhantes e instigantes intervenções no seminário em torno do Curso fundamental da fé, de Karl Rahner, dado na Gregoriana. Foram aulas que abriram horizontes inesperados para reflexões futuras.

Nascido na Galícia, em 25 de fevereiro de 1933, entrou para a Companhia de Jesus em novembro de 1950. Os estudos de filosofia foram realizados na Universidade de Comillas, a partir de 1954, depois de formação em Letras Clássicas, Humanidades e Retórica no Colégio de Salamanca. Veio em seguida, em 1957, a destinação missionária para o Brasil, instalando-se na Província Jesuítica Goiano-Mineira, na época do padre João Bosco Penido Burnier.

O noviciado foi realizado em Itaici, São Paulo, e os trabalhos pedagógicos no Colégio Loyola de Belo Horizonte. Os estudos de teologia iniciaram-se em 1960, noColégio Máximo Cristo Rei, em São Leopoldo (RS), tendo prosseguimento na Alemanha, na Faculdade de Teologia da Hochschule Sankt-Georgen (Frankfurt/Main), onde concluiu seu bacharelado, em 1962.

Sua ordenação presbiteral aconteceu em 27 de agosto de 1963, na catedral de Frankfurt. Motivado pelo então provincial, Marcelo de Azevedo, foi cursar o doutorado em teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma), na época do evento conciliar. A conclusão do doutorado ocorreu em junho de 1967, com tese orientada por Donatien Mollat, SJ, versando sobre tema eclesiológico em E. Schweizer. Sua tese foi publicada em 1968 na prestigiosa coleção Analecta Gregoriana (vol. 168 – La eclesiología Juanea según E. Schweizer). A partir de outubro de 1967 ficou responsável pela direção espiritual do Colégio Pio Brasileiro, em Roma. E também a partir desse ano iniciou suas atividades acadêmicas na Gregoriana.

Dentre suas inúmeras publicações, destacam-se os livros: Existência e Evangelho (1973), O reino e a história (1982), Semântica do Mistério (1982) e a Lógica do inefável (1986 e 1989). 

No campo do ensino, dedicou-se em particular aos temas relacionados à Eclesiologia, ao Tratado de Deus e outras questões teológicas e ecumênicas. Merece destaque sua atenção à problemática teológica latino-americana, como bem destacado por Maria Clara L. Bingemer e Paulo Fernando Carneiro de Andrade: “Sua ligação com a América Latina e com a teologia produzida deste lado do mundo, juntamente com sua sensibilidade social e seu profundo sentido de justiça, fizeram igualmente do Pe. Pastor um exímio especialista e agudo crítico da teologia latino-americana, tendo ministrado cursos, publicado vários trabalhos e orientado diversas teses sobre o tema da relação entre Teologia e Práxis, e sobre as tendências mais atuais da teologia do continente”.

Pude também encontrar nele um importante apoio em momento delicado de meu retorno ao Brasil, quando titubeava o processo de autorização canônica para o meu retorno à PUC-Rio.

Ele veio prontamente em minha defesa, junto com Juan Alfaro, desanuviando os sombrios horizontes. Essa é uma marca importante na personalidade de Felix Pastor: o profundo respeito pela reflexão de seus orientandos. Mesmo que não partilhasse inteiramente das posições teológicas de seus alunos, incentivava a reflexão mantendo sempre acesa a imprescindível chama do direito à liberdade de expressão. É um dos exemplos mais bonitos que pude verificar nessa trajetória de caminhada comum e que busco manter vivo na experiência com meus alunos.

O toque decisivo de sua atuação estava no dom da orientação acadêmica. É difícil encontrar um orientador com tamanha capacidade de desbravar caminhos e horizontes. As dificuldades trazidas por seus orientandos ganhavam com ele sempre uma solução precisa. Os alunos entravam em seu gabinete preocupados com o destino de seu trabalho e saíam sorridentes com as soluções encaminhadas.

Era sobretudo um grande pedagogo, com impressionante experiência nesse campo de apoio, presença e orientação dos alunos. E essa prática vinha amparada por muitos anos de experiência com a análise psicanalítica. Seus cursos de metodologia ficam guardados na memória. Trouxe essa experiência em aulas memoráveis, sobretudo na PUC-RJ, mas também em outros centros de estudo como a Faculdades dos Jesuítas (FAJE) e a Universidade Federal de Juiz de Fora, onde também esteve presente algumas vezes para falar de sua experiência de orientação acadêmica.

É difícil precisar o número exato de seus orientandos no mestrado e no doutorado. Foram, certamente, mais de 350 estudantes que passaram por essa rica experiência. No âmbito do doutorado, foram mais de 90 teses por ele orientadas, das quais cerca de 55 de alunos brasileiros. Entre alguns dos doutores que passaram por sua orientação: Álvaro Barreiro e Alfonso Garcia Rúbio (1972-1973), Mário de França Miranda (1973-1974), Carlos Palacio (1975-1976), Juan A.R. de Gopegui (1976-1977), Ênio José da Costa Brito (1978-1979), Valdeli Carvalho da Costa (1980-1981), Faustino Teixeira e Antônio Jose de Almeida(1985-1986), Alexander Otten e Vitor G. Feller (1986-1987), Elias Leone, Maria Clara L. Bingemer e Paulo Fernando Carneiro de Andrade (1988-1989),Afonso Murad (1991-1992), Paulo Sérgio Lopes Gonçalves (1996-1997),Laudelino José Neto (1997-1998), Antônio Reges Brasil (2000-2001), Marcial Maçaneiro e Paulo César Barros (2000-2001) e muitos outros.

O bonito é perceber que ele deixou entre nós um exemplo vivo de paixão e testemunho, de maravilhosa abertura ao Mistério sempre maior. Dele guardamos o carinho e o largo sorriso, de um orientador, mas sobretudo um amigo sempre presente. Eu estava particularmente feliz ao poder reencontrar-me com ele num simpósio internacional de teologia, previsto para acontecer em setembro de 2011 na PUC-Rio. Não contava os dias para esse encontro. Infelizmente, esse diálogo adiado para mais adiante. Fico com a bela imagem de sua presença amiga, regada pela alegria de encontros maravilhosos, tanto no Brasil como na Itália. Seguindo uma pista de Walter Rauschenbusch, Pastor deixa-nos como herança “a graça de ter um coração valente, para que possamos caminhar por esta estrada com a cabeça levantada e com um sorriso no rosto”.

Faustino Teixeira
Professor no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e ex-aluno do Programa de Pós-Graduação em Teologia da PUC-Rio
 

Fernando Bastos de Ávila S.J. (1918 - 2010) _

Carioca nascido no ano de 1918 no bairro de Copacabana; jesuíta desde 1935; ordenado sacerdote em 1948; doutor em ciências políticas e sociais pela Universidade de Louvain em 1954 com tese sobre a imigração como experiência de exílio; sociólogo e intelectual de primeira linha no cenário nacional e internacional; membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro desde 1995 e da Academia Brasileira de Letras desde 1997; organizador e coordenador do Departamento de Pastoral da Cultura da Diocese do Rio de Janeiro que promoveu debates entre intelectuais no Sumaré; nomeado pelo Papa João Paulo II para a Pontifícia Comissão Justiça e Paz; fundador em 1967 e diretor do IBRADES – Instituto Brasileiro de Desenvolvimento -, o Padre Ávila chegou à PUC-Rio em 1954 e aqui trabalhou por muitos anos.

Quando a morte faz com que o Padre Ávila nos deixe na madrugada do dia 6 de novembro de 2010, aos 92 anos, a PUC-Rio sabe que perdeu um de seus professores mais brilhantes; o fundador, em 1954, do Instituto de Estudos Políticos e Sociais que viria a tornar-se a Escola de Sociologia e Política e, mais tarde, o atual Departamento de Ciências Sociais e seu diretor até 1967; o Vice-Reitor da Universidade em 1964; o incansável criador e editor da Revista SPES - Síntese Política, Econômica, Social -; o formador de gerações de sociólogos e cientistas do social; o intelectual de palavra sempre oportuna e escrita sedutora, com 15 livros publicados; o crítico arguto e sensível; o colaborador de tantos anos.  Mas sobretudo a PUC-Rio sabe que o Brasil e o cenário intelectual internacional perderam um homem com um coração do tamanho do mundo, uma inteligência extraordinária, um sentido crítico afiadíssimo e uma imensa sensibilidade social.

Os arquivos do Núcleo de Memória da PUC-Rio guardam fotografias do Padre Ávila.  Guardam também um número especial da Revista PUC-Ciência em homenagem a ele publicado em 1995 e que traz artigos de intelectuais como Helio Jaguaribe, Leandro Konder, Otávio Velho e Luiz Alberto Gómez de Souza; de amigos; de jesuítas e dele próprio.  Guardam ainda uma entrevista gravada em áudio e vídeo e feita por ocasião do cinqüentenário do campus da Gávea em 2005. E o primeiro número da Revista Desigualdade & Diversidade, do Departamento de Sociologia e Política – disponível on line – traz, em texto escrito e em áudio, um depoimento do Padre Ávila sobre sua vida e atuação na PUC-Rio.

Uma coisa é certa.  É um grande privilégio ter a vida do Padre Ávila na história da PUC-Rio.  E ele vai fazer muita falta na Universidade e no mundo.

Em memória do Pe. Ávila

No dia 6 de novembro, fez um ano da morte do Pe. Fernando Bastos de Ávila S.J., ocorrida em Belo Horizonte.

Jesuíta, padre, doutor em Sociologia, professor, pesquisador, escritor e o melhor amigo de centenas de pessoas que o conheceram. Não vou me estender sobre sua produção intelectual, nem sobre suas múltiplas atividades como professor e conferencista, tão pouco sobre a influência que teve, com seus livros e artigos, sobre a formação e a atuação da juventude cristã e dos partidos políticos de centro-esquerda, no Brasil, entre os anos de 1960 e 2000. Quero me restringir ao aspecto do sacerdote, sábio e humano, que a todos encantava com suas palavras, fina ironia, escritos belíssimos e, acima de tudo com seu sorriso e olhar – "o espelho da alma". Cada interlocutor tinha a absoluta certeza de que no momento em que conversava com o Pe. Ávila, sobre quaisquer assuntos, era apenas ele que existia para aquele padre, que concentrava toda a sua atenção e interesse em quem o procurava. Seu olhar impossível de descrever, sua expressão facial refletia empatia, interesse, expectativa, compreensão, espanto, total atenção, amor, alegria e tristeza. E quando sorria – sorria falando - então seu rosto era todo amizade e acolhimento, imagem do puro prazer do convívio.

Possuidor de perfeita lógica de raciocínio, exímio operador dos conceitos da filosofia, sabia explicar, induzir seus alunos e amigos em direção ao prazer da conquista de conhecimentos. Um sábio que percorria, com desenvoltura, a sociologia, a história, a antropologia, a psicologia, a teologia, os temas mais variados do seu tempo que acompanhava pela leitura e pelo diálogo permanente, numa prática acadêmica e de companheirismo em mais de meio século de pertinaz testemunho de serviço e de amor ao próximo.

Sacerdote que com carinho falava de Jesus e de Nossa Senhora com pessoas de todas as idades e das mais diversas formações intelectuais. O mistério de Deus deixava de ser mistério e a graça do Amor Divino perpassava o encontro com a tranqüilidade que a todos seduzia e encantava, criando as condições próprias para a conversão e a oração. Quando, nas missas, consagrava o pão e o vinho transfigurava-se em imagem de humilde e respeitosa comunhão com o sagrado e, então, o som do seu "est", como a veemência da voz de arauto fiel, proclamando a glória do Redentor e a certeza da Eucaristia, era ouvido por todos com total emoção de convencimento do ato central da fé católica, que ali se presenciava. Para quem era por ele atendido, em suas aflições existenciais, significava a certeza de receber o esperado abraço, a compreensão e a companhia amiga, também já angustiado com o problema que lhe estava sendo apresentado.

Mas não o provocassem, pois a reação viril e apologeticamente arrasadora se fazia sentir na hora. Percebia, no mesmo instante, uma maldade embutida num gesto ou numa palavra e isto não admitia – honestidade nas relações que estabelecia era o pressuposto da sua vida. Depois se arrependia e não se aquietava enquanto não pedia desculpas ao interlocutor aturdido pela contundência da resposta que recebera, como resultado da ousadia que cometera.

Adorava seus muitos amigos e amigas. Falava da política, das novidades da sociedade, do esporte, da musica – enternecia-se com a letra do "Chão de Estrelas" e cantava muito afinado – "... tu pisavas nos astros distraída..." para logo em seguida reger Carmina Burana ou ficar com os olhos marejados de lagrimas emocionadas com a Sinfonia a Kreutzer e dizia: "que diálogo extraordinário..."

Convivi com o Pe. Ávila por meio século. Foi meu mestre e amigo - me apresentava dizendo com imenso carinho – (lembranças que me enchem de emoção e imensas saudades), "o filho que não tive..."

Estou cada vez mais sozinho com o desaparecimento de queridas amigas e amigos. Restam, cada vez mais, as lembranças. Numa das ultimas visitas me disse baixinho e emocionado: "neste estado em que me encontro é mais fácil ficar calado rezando..., me preparando para o grande e definitivo encontro...".

Sorrindo, com os olhos brilhando de alegria, partiu para a experiência definitiva da eternidade que dizia ser, com convicção contagiante: "a incomensurável felicidade da contemplação de Deus na sua plenitude instantânea".

Prof. Eurico de Andrade Neves Borba
ex-aluno do Pe. Ávila
ex-Vice-Reitor de Desenvolvimento da PUC-Rio

 

Fernando Luiz Vieira Duque (? - 2012) _

O Prof. Fernando Luiz Vieira Duque faleceu em 16/01/2012, aos 91 anos de idade.

O Prof. Vieira Duque era professor titular do curso de Angiologia da Escola Médica de Pós-Graduação, e chefe do serviço de Angiologia do Hospital Geral da Santa Cruz da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Formado em Medicina pela UFRJ, em 1943, Vieira Duque cursou Angiologia, em Portugal e foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Angiologia. Em 1962 foi convidado pela Universidade para dar início ao curso de Angiologia da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-Rio, na qual trabalhou até sua morte.

“O professor Duque deixará muita saudade. Ele foi uma pessoa muito importante na sua área, ajudando a trazer a Angiologia para o Brasil”, disse ao Jornal da PUC o Dr. Ney Almeida, que assumiu a coordenação interina do curso.

Francisco de Paula Sattamini Flarys (1922-2016) _

O Prof. Flarys começou sua carreira na PUC-Rio em 1953. Foi diretor da Escola Politécnica (EPUC) e do Instituto Tecnológico da PUC-Rio (ITUC) nos anos 1960. Engenheiro eletricista, formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), em 1951, e coronel da reserva do Exército, fez cursos de Engenharia Elétrica, na Universidade de Stanford (1956), e de Física, na Universidade de Pittsburgh (1967). (Departamento de Engenharia Elétrica) (+ 17 de maio de 2016)

No IME desde 1952, foi chefe da Seção de Medidas Elétricas da Divisão de Eletricidade e professor das cadeiras de Produção de Energia Elétrica, Máquinas Elétricas e Controles, entre 1957 e 1961. Na PUC-Rio, ensinou Complementos de Física, no curso de Matemática da Faculdade de Filosofia, e Física, Eletrotécnica, Máquinas Elétricas, e Técnica de Alta Tensão.

O atual Decano do CTC, Prof. Luiz da Silva Mello homenageou o professor, lembrando a todos em nota a sua importância para o Departamento de Engenharia Elétrica, o CTC e a PUC-Rio, Em sua atuação como professor e decano do CTC.

Francisco Mauro Dias (1932 - 2011) _

Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, trabalhou na PUC-Rio de 1970 até falecer, em 2011. Foi diretor do Departamento de Direito entre 1996 e 2001 e atuou como professor de graduação e de pós-graduação.

No dia 17 de Novembro de 2010, foi homenageado em reunião do Conselho Universitário com a medalha comemorativa dos 70 anos da PUC-Rio.

O professor Francisco Mauro Dias teve intensa participação na vida pública na Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro, na Procuradoria da Assembleia Legislativa e na Secretaria de Estado de Administração do Rio de Janeiro. Na PUC-Rio, além do muito que contribuiu com sua produção acadêmica, orientou 10 dissertações de mestrado e 30 monografias de final de curso de graduação. Participou de órgãos colegiados do Departamento de Direito, do Centro de Ciências Sociais e do Conselho de Ensino e Pesquisa da PUC-Rio e foi Diretor do Departamento de Direito entre 1996 e 2001. Seus colegas do Departamento de Direito, seus alunos e os muitos amigos que fez na PUC-Rio guardam a lembrança de sua competência acadêmica, de sua ponderação e de sua figura humana sempre próxima e solidária.

Frei Antônio Moser (1941-2016) _

Doutor em Teologia, com especialização em Moral, pela Academia Alfonsianum, em Roma, Frei Antônio Moser iniciou seus estudos de Filosofia e Teologia em Petrópolis e cursou a licenciatura em Teologia em Lyon, França. Durante 10 anos lecionou Teologia Patrística. (ex-professor do Departamento de Teologia) (+ 9 de março de 2016)

Na PUC-Rio, lecionou na graduação e na pós-graduação, e foi também professor convidado na Universidade Católica de Lisboa e na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Autor de 25 livros, vários deles traduzidos, coautor e colaborador de vários outros, publicou inúmeros artigos para revistas nacionais e internacionais. Conferencista no Brasil e no exterior, são várias as pesquisas feitas sobre o seu trabalho e seus escritos envolvendo temas da teologia moral e ética da libertação.

Frei Antônio Moser construiu quinze comunidades de fé na Baixada Fluminense e em Petrópolis, Rio de Janeiro. Dentre elas, merecem destaque a Comunidade Menino Jesus de Praga e a Paróquia de Santa Clara. Foi Diretor-Presidente da Editora Vozes, professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF), em Petrópolis e pároco da Igreja de Santa Clara.

O Reitor Prof. Pe. Josafá Carlos de Siqueira S.J. enviou a seguinte nota à Comunidade Universitária:

Recebemos com tristeza a morte violenta de nosso teólogo e ex-professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, Frei Antônio Moser, este franciscano tão querido de todos nós, tanto por sua grande contribuição na reflexão teológica, como pelas suas qualidades humanas reconhecidas por todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele. No momento em que precisamos tanto de pessoas que contribuam para uma sociedade mais justa e fraterna, a violência nos tira do convívio esta pessoa humana que sempre procurou defender os pobres e a ética do meio ambiente. Na certeza que toda a sua vida e obra ficará como um legado para a Igreja e para o mundo acadêmico, peçamos ao Senhor Deus que o receba no seu Reino, onde certamente estar intercedendo por todos que acreditam que a reconciliação possa vencer os conflitos e a paz supere a violência.

A Professora Margarida de Souza Neves, Coordenadora do Núcleo de Memória da PUC-Rio, assim comentou sobre mais essa perda causada pela violência que pune a todos:

Acho que são poucos os professores de hoje e de tempos passados cuja presença, a palavra e a atuação fossem tão opostas a qualquer tipo de violência ou desrespeito ao outro.  Lembro dele firme, corajoso e com opiniões inequívocas, mas sempre próximo, discreto e compreensivo.  A violência é sempre absurda, mas esse absurdo fica mais evidente quando atinge a alguém perto de nós, e alguém cuja vida esteve a serviço da ética, da solidariedade e dos mais pobres. 

Geraldo Monteiro Sigaud (1954-2014) _

Carioca, o Professor Geraldo Sigaud graduou-se em Física na PUC-Rio, onde também fez o mestrado, em 1979, e o doutorado, em 1985. Concluiu o pós-doutorado no Institut Für Kerphysik, em Frankfurt, Alemanha, em 1991.

Respeitado por sua pesquisa na área de Física Atômica e Molecular, com ênfase em Processos de Colisão e Interações de Átomos e Moléculas, Sigaud era muito admirado pelos estudantes e, por esse motivo, incontáveis vezes foi paraninfo de turmas de formandos.

O Professor Welles Morgado, Diretor do Departamento de Física da PUC-Rio, assim registrou suas lembranças sobre o Professor Sigaud:

Ele era uma unanimidade entre os alunos como um professor excepcional, entusiasmado, às vezes severo, mas sempre admirado. Suas avaliações pelos estudantes eram invejáveis e por isso foi o único professor do Departamento, e um dos muito poucos da PUC-Rio, a ser destacado em recente avaliação interna da Universidade.

Sua atuação na formação profissional de jovens físicos, entre outros alunos, foi uma das razões das boas avaliações que nossos programas de graduação e pós-graduação tiveram ao longo dos anos. Sua versatilidade e a maneira como era capaz de transmitir o conhecimento vão deixar uma grande lacuna. Sua contribuição como professor merece, pois, ser respeitada e lembrada pela importância que teve para nossos programas e pela marca que deixa na história pessoal de tantos de nossos antigos e atuais alunos.

(Departamento de Física) (+31 de março de 2014)

Helder Pessoa Camara (1909 - 1999) _

O Padre Helder Camara foi professor da PUC-Rio entre 1942 e 1963, e em 1991 recebeu o título de doutor Honoris Causa da Universidade.

A PUC-Rio desenvolveu um site para as comemorações do centenário de Dom Helder, em 2009.

Hilton Ferreira Japiassu (1934-2015) _

Hilton Ferreira Japiassu nasceu em Carolina, no Maranhão, no dia 26 de março de 1934. Licenciado em Filosofia pela PUC-Rio em 1969, possuía Pós-Graduação em Filosofia pela Université des Sciences Sociales de Grenoble (1975) e Pós-Doutorado em Filosofia pela Université des Sciences Humaines de Estrasburgo, na França (1985). Foi Professor Associado nos cursos de Graduação e Pós-Graduação do Departamento de Filosofia da PUC-Rio (1975 a 1985) e, desde 1978, Professor Adjunto de Epistemologia e História das Ciências no Departamento de Filosofia da UFRJ. Orientou 20 dissertações de Mestrado e dez teses de Doutorado, participou de 40 bancas examinadoras de Pós-Graduação e foi pesquisador do CNPq de 1987 a 1996. Tradutor de mais de 15 livros de História da Filosofia, foi autor de inúmeros títulos sobre o tema. Faleceu em casa, no Rio de Janeiro, em 27 de abril, aos 81 anos, em decorrência de um infarto. (ex-professor do Departamento de Filosofia) (+27 de abril de 2015)

Japi, como era conhecido de todos, era frade da Casa São Tomás de Aquino e celebrava missa aos domingos na Capela Nossa Senhora das Graças, na favela Chapéu Mangueira, no Leme.

Segundo o teólogo Leonardo Boff:

A singularidade do Prof. Japiassu foi entreter um diálogo profundo com as várias ciências humanas com a intenção de compreender mais radicalmente o ser humano. Seu tema era mais que a interdisciplinaridade. Era a transdisciplinaridade, quer dizer, o que existe para além das próprias ciências e como todas elas devem convergir na compreensão do que seja a realidade, a sociedade, o mundo, e a vida e o ser que estão sempre para além de qualquer saber.

A Profa. Sonia Kramer (EDU) também relembrou o professor tão admirado:

Japi – como todos o chamavam – me ensinou que não há possibilidade para a ciência humana se ela não se pensa a si mesma, não se coloca em questão, se desumaniza. Li inúmeros de seus livros, que sempre me surpreendiam pela lucidez, pela erudição e principalmente pela cumplicidade com o homem e pela indignação com a desistência de pensar, a burocratização do conhecimento, que se torna cada vez mais instrumental. A dimensão machista da ciência, Pedagogia da incerteza, Nascimento e morte das ciências humanas, Introdução ao pensamento epistemológico, Psicanálise: ciência ou contraciência?, As paixões da ciência, Nem tudo é relativo: a questão da verdade, e tantos outros, me ajudaram a compreender a importância de perguntar, de pensar, de se indignar.

Isaac Kerstenetzky (1926 - 1991) _

Para dados biográficos e mais informações, ver o perfil do Prof. Isaac publicado no site do IBGE.

Texto do Prof. Augusto Sampaio, Vice-Reitor Comunitário da PUC-Rio.

Está cada vez mais difícil encontrar, nos campi universitários, professores como o Isaac.

Encontram-se, quase sempre, excelentes especialistas nas várias áreas de saber, muitos com reconhecimento internacional dos seus trabalhos, cada vez sabendo mais sobre menos coisas... Esta se perdendo, com rapidez, a perspectiva do educador, do professor mestre insigne na sua matéria, capaz, no entanto, de conversar e de opinar sobre assuntos vários com sabedoria, ponderação e visão interdisciplinar do processo histórico onde, inclusive, a universidade e sua especialidade estão inseridas. Às gerações mais jovens esta extirpe de mestres, em extinção, consegue instigar nas mentes ainda não poluídas por ideologias e pragmatismos, a beleza do conhecimento, do rigor do método científico, da prazerosa convivência das múltiplas formas do saber humano, na perspectiva de que o importante é promover a vida em geral e a pessoa humana em particular, com seus mistérios e suas belezas complexas, muito próprias.

Tal atitude deve ser o estilo de conduta de todos os professores, do físico e do sociólogo, do filósofo e do engenheiro, do teólogo e do administrador. Só assim uma juventude, sem referências e, por vezes, desorientada, encontrará tranqüilidade na confiança que naturalmente depositarão em homens e mulheres que reconhecem pela integridade de suas vidas dedicadas à educação, à pesquisa, ao diálogo cordial. A garotada reconhece os verdadeiros professores e os procuram ávida, como orientadores e exemplos para as suas vidas, que começam a dedicar à procura da verdade, que sabem existir mas a quem nunca foram apresentados com honestidade e competência. Professores moldam, conduzem, orientam a vida de seus alunos, tornam-se referências permanentes de comportamento acadêmico integro - missão nobre pela responsabilidade que lhe é cometida. Rapazes e moças, em contato com personalidades como essas, despertam com atitude pessoal distinta ou para a vida acadêmica ou tornando-se profissionais diferenciados pelo comportamento que adotam no dia a dia de suas atividades.

Muitos professores dos dias de hoje são, apenas, empregados de empresas que vendem cursos e diplomas - cumprem tarefas segundo esquemas e horários pré-estabelecidos pelos seus empregadores. Isaac Kertenetzky, não. Homem de saber enciclopédico, inteligência rápida, humor cáustico, paciência infinita, era antes de mais nada, amigo de seus alunos. Preocupava-se com cada um, angustiava-se com os dramas juvenis que lhe eram narrados. Alegrava-se com as pequenas conquistas dos seus discípulos - uma dissertação, uma conversa proveitosa, uma tese defendida com sucesso, um livro ou artigo publicado.

Nasceu no Rio de Janeiro em agosto de 1926. Orgulhava-se de ter crescido em Vila Isabel, a terra de Noel Rosa e atribuía a este fato a sua sensibilidade musical. Estudou no Colégio Pedro II e formou-se pela antiga Universidade do Brasil, hoje a Federal do Rio de Janeiro, com 20 anos de idade. Foi aluno de Octávio Bulhões e Eugênio Gudin, que o conduziram para um mestrado na Universidade de McGuill, no Canadá, e logo em seguida para o Centro de Estudo Sociais de Haia. Voltando ao Brasil foi para a Fundação Getulio Vargas, para trabalhar no Centro de Contas Nacionais e lecionar na Escola de Pós-Graduação daquela Instituição.

Nestes mesmos anos, final dos anos de 1950, na PUC-RIO, o Pe. Fernando Bastos e Ávila S.J., fundava a Escola de Sociologia e Política que tinha, na sua estrutura, um Departamento de Economia. O Vice-Diretor era outro notável professor, Arthur Hehl Neiva, que convidou o Isaac para colaborar com a nova Escola que, pioneiramente, insistia, na sua proposta pedagógica, na necessidade de se tratar as ciências sociais de forma integrada - só assim o fenômeno social poderia ser melhor entendido. Era o que Isaac sonhara toda sua vida - aceitou na hora. Contava, rindo, que a única pergunta que lhe fora feita, pelo Professor Neiva, além do convite, era se vivia uma casamento estável... pois, na época, era um valor importante para uma Universidade Católica.

Foi Professor, Diretor do Departamento de Economia, colaborou com o professor Neiva na organização do sistema de créditos na escola de Sociologia, introduziu a idéia do ciclo básico, trouxe vários outros professores da FGV e do antigo BNDE para lecionarem economia, estatística, história econômica.

Em 1965, já seu aluno - uma turma de sete alunos - tínhamos aula na sua sala na Fundação, na verdade um pedaço de mesa de reuniões, antiga, perdida no meio de pilhas de revistas, livros, relatórios, todos lidos e anotados, muitas vezes fora do horário habitual, aos sábados pela manhã e à noite nos dias de semana. Foram momentos inesquecíveis de convivência e de aprendizado. Suas provas eram novidades - podíamos fazê-las com consulta a livros, ou ir até a biblioteca para uma pesquisa de última hora. Seus comentários, nas provas, eram verdadeiras cartas aconselhadoras, onde com extrema elegância e delicadeza apontava as "barbaridades" que muitas vezes eram escritas. Estava sempre disponível para conversar sobre tudo, inclusive sobre a sua matéria principal - Planejamento e Desenvolvimento Econômico. Até o final da sua vida, já adoentado, sua maior preocupação era não faltar a uma aula, chegar no horário, atender aos alunos, conversar.

Por sonhar com a possibilidade de forjar um Centro de Ciências Sociais, com real perspectiva interdisciplinar e nem sempre encontrar apoio para esta sua idéia, pelo desejo de radicalizar a convivência de especialistas dos vários ramos do estudo do homem vivendo em sociedade, acabou seus dias no Departamento de História, o grupo da PUC-RIO que mais estimulava a idéia da interdependência e a complementaridade das especialidades do saber social.

Escreveu pouco, muito pouco. Cada vez que pedíamos que colocasse aquelas conversas em forma de artigos, ou uma coletânea de artigos que pudesse se transformar em um livro dizia: "ah, outros já escreveram sobre isso, vocês é que não leram, eu já li isto, que acabei de falar, em algum lugar que não me lembro mais...".

Prof. Augusto Sampaio
Vice-Reitor Comunitário
Ex-aluno e amigo do Professor Isaac Kerstenetzky

Ivo Hélcio Jardim de Campos Pitanguy (1923-2016) _

O Prof. Ivo Pitanguy esteve à frente do curso de Especialização em Cirurgia Plástica da Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-Rio desde 1963. Em maio de 2015, tornou-se Professor Emérito da PUC-Rio.

Mineiro de Belo Horizonte, o Prof. Ivo Pitanguy era graduado em Medicina pela UFRJ. Iniciou sua formação cirúrgica no Hospital do Pronto Socorro, atual Hospital Souza Aguiar. Em 1947, foi agraciado com bolsa de estudos do Institute of International Education para realizar residência, tornando-se, em 1948, Residente-Chefe no Serviço de Cirurgia Geral do Bethesda Hospital, em Cincinnati, EUA. Entre 1949 e 1961, foi Visiting Fellow em serviços de cirurgia plástica de vários hospitais e clínicas de referência: Cincinnati General Hospital; Mayo Clinic; Dr. John Marquis Converse; e diversas na França, Inglaterra, Alemanha, Suécia e Argentina.

Fundador da primeira Clínica de Cirurgia de Mão no Brasil, a Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, em 1949, foi também Chefe do Serviço de Queimaduras e de Cirurgia Reparadora do Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, entre 1952 e 1955, além de chefe do Serviço de Cirurgia da Mão da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, de 1952 a 1959. Fundador e chefe do Serviço de Cirurgia Plástica da Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia do Rio, desde 1954, foi também fundador e diretor da Clínica Ivo Pitanguy.

Ocupante da cadeira número 22 da Academia Brasileira de Letras, membro titular da Academia Nacional de Medicina e do Colégio Brasileiro de Cirurgiões; patrono da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica; membro honorário da American Society for Aesthetic Plastic Surgery (ASAPS) e de inúmeras outras entidades científicas; membro do Conselho Deliberativo do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (Comissão Nacional da UNESCO); presidente de honra do Centro de Estudos Ivo Pitanguy desde 1968, e da Associação dos Ex-Alunos do Professor Ivo Pitanguy desde 1974, Pitanguy foi também agraciado pelo Papa João Paulo II com o Prêmio Cultura pela Paz. Da UNESCO, recebeu o Prêmio pela Divulgação Internacional da Pesquisa Médica.

Estava casado há 61 anos com Marilu Nascimento, com quem teve quatro filhos que lhe deram cinco netos. Desportista, praticou natação, tênis, esqui, mergulho e caratê. Pouco antes de sua morte, aos 93 anos, causada por um infarto, transportou de cadeira de rodas, a tocha olímpica, pouco antes da abertura oficial dos Jogos Olímpicos do Rio. A seu último livro, uma autobiografia, lançada em 2014, deu o título Viver Vale a Pena.

(Escola Médica de Pós-Graduação) (+6 de agosto de 2016)

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