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Professores

Títuloordem decrescente Código Data Descrição
Adilson José Curtius (1945 - 2012) _

O Prof. Adilson José Curtius faleceu aos 67 anos, por complicações devido à leucemia. Foi professor da PUC-Rio e da UFRRJ até 1994. Atualmente era professor titular voluntário da Universidade Federal de Santa Catarina.

Era graduado em engenharia química pela UFRGS, mestre em engenharia química pela Lehigh University e doutor em química analítica inorgânica pela PUC-Rio com pós-doutorado na Alemanha em 1986. Sua área de especialização era a espectrometria atômica. Desenvolveu métodos analíticos para a determinação de elementos traço em amostras geológicas (águas, solos, sedimentos, minérios, minerais), biológicas (sangue, urina, cabelo) e industriais (combustíveis, efluentes, ligas). O Professor Adilson era pesquisador 1 A do CNPq e membro da Academia Brasileira de Ciências.

Segundo a Sociedade Brasileira de Química, o Prof. Adilson era “um dos mais queridos cientistas brasileiros da área de espectrometria atômica e deixa um grande vazio, uma enorme tristeza, e uma saudade que ficará para sempre, deste que é o pai da espectrometria de absorção atômica em forno de grafite no Brasil e o criador do Encontro Nacional de Química Analítica.”

Empreendedor, competente e capaz de iniciativas inovadoras, o professor Adilson deixa saudades na PUC-Rio, na comunidade científica e nos muitos mestres e doutores que formou.

Alberto de Carvalho Peixoto de Azevedo (1933-2014) _

Graduado em Engenharia pelo ITA (1955), estudou no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e concluiu seu mestrado em Matemática em Harvard (1962). O doutorado em Matemática foi concluído em 1967 na Purdue University, EUA, sob orientação de Zariski e Abhyankar, e o pós-doutorado concluído em 1976 na Universität Erlangen-Nuremberg.

Após o doutorado, Alberto de Azevedo veio para a PUC-Rio na qual foi um dos fundadores do Departamento de Matemática, e onde foi diretor e coordenador da pós-graduação.

Teve atuação marcante no IMPA e no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Fez parte da primeira diretoria da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), de 1969 a 1971. Lá foi membro do Conselho Diretor por duas vezes e membro do Conselho Fiscal de 1980 a 1990. Era Membro da Academia Brasileira de Ciência desde 1971.

Em 2004, foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem Nacional do Mérito Científico, na classe de Comendador.

(Departamento de Matemática) (+27 de junho de 2014)

Alceu Amoroso Lima (1893 - 1983) _

Os caminhos de Alceu Amoroso Lima

Crônica publicada no Jornal da PUC em 18/05/2012, Edição 255.

Ao percorrermos a documentação sobre o campus encontramos referências a Alceu Amoroso Lima em dois espaços físicos, ambos significativos se relacionados à sua trajetória pessoal e aos caminhos da memória inscritos na toponímia da Universidade. Um deles é a alameda central da Vila dos Diretórios. O outro, a pequena praça em frente à casa da Editora e da Agência PUC-Rio, ao lado da DAR.

Alceu Amoroso Lima foi um dos fundadores da PUC-Rio e professor titular de Literatura Brasileira até sua aposentadoria em 1963. Sua ligação com a Universidade decorre de sua liderança como intelectual católico desde os anos 1920 e de sua proximidade com o Pe. Leonel Franca S.J., primeiro reitor da PUC-Rio. Ambos atuaram na criação do Instituto Católico de Estudos Superiores em 1932 e, em 1940, foram indicados pelo Cardeal Leme para coordenar a comissão que elaborou o projeto das Faculdades Católicas.

Após a morte do Cardeal Leme em 1942, Alceu aos poucos afastou-se da atuação direta em entidades católicas, mas continuou a ser uma referência para o laicato católico brasileiro. Nessa condição, participou do Concílio Vaticano II, iniciado em 1962, e identificou-se com a atualização proposta pelo Papa João XXIII e pelos documentos do Concílio.

Nas colunas que, desde a juventude, publicou em diversos jornais, Alceu utilizava o pseudônimo Tristão de Athayde. Nelas tornou-se, nos anos de ditadura militar, voz e referência para os movimentos de resistência. Os universitários viam nele um interlocutor, e foi numerosas vezes escolhido para ser patrono de formandos na PUC-Rio e em universidades de todo o Brasil.

A iniciativa de homenagear Alceu dando seu nome a um dos espaços da PUC-Rio veio no contexto do primeiro projeto Memória da PUC-Rio, em 1986, e concretizou-se em julho de 1987. Explicitada em texto do então Reitor Pe. Laércio Dias de Moura S.J., implicava em “erigir marcos indeléveis” em reconhecimento a pessoas importantes na história da Universidade. O nome de Alceu Amoroso Lima foi dado “a uma das vias principais” do campus.

A Praça Alceu Amoroso Lima foi nomeada em 2002, mas não está registrada em nenhum dos mapas do campus a que tivemos acesso. Ver o nome de Alceu no endereço da Editora PUC-Rio parece acertado, dada a sua caudalosa produção literária.

Mesmo a alameda da Vila dos Diretórios só aparece com o nome de Alceu Amoroso Lima em um mapa produzido por ocasião da homenagem em 1987. Ao procurarmos hoje no campus a identificação na Vila dos Diretórios nos deparamos com uma placa em que se lê “Alameda Dra. Regina Feigl”, outra homenageada na mesma ocasião. Nos documentos do acervo da Reitoria, no entanto, a alameda Regina Feigl consta como a da entrada pela rua Marquês de São Vicente, na qual não há placa de identificação. 

Professor por longos anos da PUC-Rio e um de seus fundadores, Alceu Amoroso Lima empresta ainda seu nome à medalha que traz sua efígie e que desde 1993 a Universidade outorga aos que se destacam em sua atuação em defesa da ética e da cultura. E cabe lembrar que a revista acadêmica publicada pelo Departamento de Comunicação intitula-se Alceu.

Nomear a alameda da Vila dos Diretórios é adequado ao espírito inquieto, público e conectado com o seu tempo do Dr. Alceu. Nas palavras do Pe. Laércio no evento que marcou a nomeação deste espaço, Alceu “Estará assim vivo entre os alunos, no meio do burburinho de suas atividades”. 

Clóvis Gorgônio
Núcleo de Memória da PUC-Rio

Alexandre Gabriel Christo (1980-2014) _

O Professor Alexandre Gabriel Christo, nascido em Vila Velha, Espírito Santo, era formado em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2006), com mestrado em Etnobotânica pela Escola Nacional de Botânica Tropical, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, e iria defender a sua tese de doutorado – um estudo de Etnoecologia e processos de domesticação de ora-pro-nobis, um cacto de alto valor proteico e de uso difundido desde o Brasil Colônia – em fevereiro de 2014, mas, antes disso, foi internado e veio a falecer. (Departamento de Biologia) (+ 1 de março de 2014)

A Professora Rejan Guedes-Bruni, Diretora do Departamento de Biologia da PUC-Rio, registrou sua tristeza pela perda do amigo e profissional:

Sua habilidade com os números e grande capacidade de trabalho, aliados à vocação didática e sensibilidade no trato com as pessoas, fez com que rapidamente Christo colaborasse com diferentes grupos de pesquisa na UERJ, CPDA-UFRRJ, Laboratório de Produtos Florestais-MMA, UFES, UVV e, mais recentemente, com o Departamento de Química da PUC-Rio.

Era dedicado a seus alunos e a eles despendia horas de espera, na sala de professores, para lhes prestar ajuda com as quatro disciplinas que oferecia: desejava que os números fossem tão encantadores quanto os animais e plantas.

Retornou à presença de Deus no sábado de carnaval, primeiro de março, justo no dia de seu bloco preferido das ladeiras de Santa Teresa: Céu na Terra. Que benção para nós, seus professores, alunos, amigos e familiares, tê-lo junto de nós nesta curta, intensa e afetuosa passagem por este mundo de Deus. De fato, Christo, você foi um pedaço do céu na Terra! Descanse em paz, querido.

 

Alfredo Luiz Porto de Britto (1936-2015) _

O arquiteto e urbanista Alfredo Britto, professor da PUC-Rio e um dos criadores do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade, além de um dos maiores especialistas brasileiros em patrimônio cultural, faleceu no Rio de Janeiro, aos 79 anos, em 25 de novembro.

Alfredo Britto construiu uma carreira com fortes bases sociais e seu nome ficará ligado a várias causas de interesse da cidade, como a campanha contra a demolição do Palácio Monroe. Trabalhou nas restaurações do Arquivo Nacional (1982) e do Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Morais (2004), projeto de Affonso Eduardo Reidy, conhecido como Pedregulho. Esse trabalho deu origem ao seu mais recente livro – Pedregulho, o sonho pioneiro da habitação popular no Brasil –, lançado em agosto, pouco antes de seu falecimento.

Secretário do IAB-RJ e membro da Direção Nacional do Instituto (1980 a 1983), por dez anos representou a seccional do Rio de Janeiro no Conselho Superior do Instituto de Arquitetos do Brasil.

O presidente do IAB, Sérgio Magalhães, recordou:

Alfredo Britto foi um dos formuladores do pioneiro e famoso Inquérito Nacional de Arquitetura, redator e diretor da revista Arquitetura [...]. Desde o início dos anos 1970, Alfredo foi titular do escritório GAP - Arquitetura e Planejamento, com larga produção edilícia, urbanística e de restauração de patrimônio, tendo recebido diversos prêmios, inclusive a 1ª Premiação Anual do IAB RJ, em 1963.

A arquiteta e secretária-geral do IAB, Fabiana Izaga, também lamentou a perda:

A arquitetura carioca teve em Alfredo Britto uma figura singular pelo seu envolvimento em várias faces da profissão: como professor e pesquisador, como profissional atuante, com destaque em projetos ligados ao patrimônio, e na militância profissional através do IAB.

Aos 79 anos, Alfredo Britto estava terminando um curso de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em História Social da Cultura da PUC-Rio.

Em mensagem à Comunidade PUC-Rio, a Profa. Maria Fernanda Campos Lemos, Diretora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, assim registrou o falecimento:

É com enorme pesar que informo o falecimento de nosso querido professor e amigo Alfredo Luiz Porto de Britto. Alfredo Britto foi um dos professores envolvidos com a fundação do Curso de Arquitetura e Urbanismo e sentiremos muitíssimo a sua falta.

(Departamento de Arquitetura) (+25 de novembro de 2015) 

Anamaria de Moraes (? - 2012) _

A nota do Departamento de Artes e Design da PUC-Rio com a comunicação da morte da professora Anamaria, ocorrida durante um Congresso de sua área de pesquisa, comoveu a todos:

“É com pesar que comunicamos o falecimento de nossa grande mestra Anamaria de Moraes. Titular da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, lotada no Departamento de Artes & Design, a Doutora Anamaria de Moraes fez sua graduação em História na Universidade Federal do Rio de Janeiro e em Desenho Industrial na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

“Obteve seu título de mestre em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutorou-se em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com especialização em Ergonomia pela Fundação Getúlio Vargas, foi docente da Universidade da Cidade e da ESDI-UERJ. Foi colaboradora de diversas instituições de ensino superior, dentre as quais a Universidade Federal de Pernambuco, Universidade do Estado da Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Universidade Estadual Paulista-Campus Bauru.

“Foi Bolsista de Pesquisa do CNPq e Coordenadora da Área de Arquitetura, Urbanismo e Design do Comitê Assessor da CAPES.

“A Doutora Anamaria notabilizou-se pela atuação em Ergonomia, com ênfase em Ergodesign e Usabilidade. Teve participação ativa em vários órgãos científicos, entre eles a AEND-Brasil - Associação de Ensino/Pesquisa de Nível Superior em Design do Brasil e a ABERGO – Associação Brasileira de Ergonomia.

“Foi uma das mentoras na criação de periódicos em Design como a Revista Estudos em Design. Esteve à frente de organismos científicos ligados ao Design, como o P&D e a ERGODESIGN e USIHC.

“Recebeu muitas homenagens em sua vida acadêmica, entre elas, o troféu de melhor docente da área de Ergonomia pela Universidade Estadual Paulista. Foi homenageada no 6º Congresso Internacional de Ergonomia e Usabilidade, Design de Interfaces e Interação Homem-computador pela Universidade de Bauru. Foi também homenageada pela IEA Fellows, IEA - Internacional Ergonomics Association. Em 2011 recebeu uma homenagem especial no VI Congresso Internacional de Pesquisa em Design - CIPED, em Lisboa.

“A professora Anamaria de Moraes faleceu no Recife durante a realização da 11ª edição do ERGODESIGN e USIHC.

“Os docentes, funcionários e alunos do Departamento de Artes & Design da PUC-Rio prestam aqui a homenagem à sua grande mestra, que foi um exemplo de sabedoria, energia e perseverança na luta pelas conquistas acadêmicas do Design e na superação dos desafios impostos por dificuldades de saúde. Anamaria de Moraes foi uma estudiosa exemplar que nos deixa muitos ensinamentos.”

Andrea de Castro Coelho Cintra (1941-2015) _

A Professora Andrea Cintra, falecida em 31 de julho, estava aposentada desde 2006, após 40 anos de trabalho e dedicação ao Departamento de Psicologia da PUC-Rio como supervisora clínica, na área de criança, e professora da disciplina Psicoterapia Infantil. Em 1989, defendeu, no Departamento, a dissertação de Mestrado intituladaFantasia de doença e fantasia de cura: um estudo sobre a adolescência de classe popular, orientada pela Profa. Terezinha Féres-Carneiro.

A Profa. Flavia Sollero (PSI) lembrou traços da sua companheira de trabalho:

A Profa. Andrea Coelho Cintra foi minha “supervisora de emergência” várias vezes. Quando, no início da carreira, eu não sabia o que fazer, pedia socorro a ela, que jamais comentou sobre isso, com aquela elegância e aquele bom humor que lhe eram característicos! Não podemos nos esquecer de pessoas tão generosas como ela! Andrea foi uma grande supervisora de estágio, criativa, com tiradas de um bom humor surpreendente. E generosa colega de trabalho no SPA do Departamento de Psicologia.

A Profa. Maria Inês Garcia de Freitas Bittencourt (PSI) realçou, em depoimento, as qualidades de equilíbrio e simplicidade da Profa. Andrea, sua impecável postura ética e sua dedicação ao trabalho:

Foi uma professora exemplar, que conquistava os alunos com sua sabedoria, e uma colega queridíssima por todos os que conviveram com ela.

A ex-aluna Sonia Ferreira Vianna assim descreveu Andrea Cintra:

Andrea [...] foi minha professora na PUC-Rio em 1966, quando eu estava no 4º ano da faculdade. Nesta ocasião, dava aula de Técnica de Exames Psicológicos, mais especificamente testes de personalidade (teste de Rorschach), TAF (Thematic Apperception Test), CAT (Children Apperception Test) e muitos outros. Era uma professora dedicada e com grande capacidade de avaliação diagnóstica e de síntese. Ensinou-me com muita didática e clareza a fazer um diagnóstico diferencial entre psicose, neurose, psicopatia, sociopatia, etc. Isto me deu uma base sólida e segurança para a minha vida profissional.

(ex-professora do Departamento de Psicologia) (+31 de julho de 2015) 

Anselmo Salles Paschoa (? - 2011) _

O Prof. Anselmo Paschoa atuou no Departamento de Física da PUC-Rio entre os anos de 1965 e 2005. Foi também Diretor da Comissão Nacional de Energia Nuclear de 1990 a 1992 e, a partir de 2005, passou a desenvolver suas atividades acadêmicas na UERJ.

Na PUC-Rio orientou 5 dissertações de mestrado e 3 teses de doutorado.

O Prof. Luis Carlos de Menezes, da USP, que estava com o professor Anselmo em uma reunião da Comissão de Acompanhamento do Programa Nuclear Brasileiro, na sede paulista da Sociedade Brasileira de Física (SBF) quando o professor teve a crise cardíaca da qual não se recuperou, assim se manifestou sobre ele: “deixou nosso convívio da forma com que sempre viveu, afirmativo e íntegro. Fará imensa falta a seus companheiros de trabalho nos muitos ambientes em que atuava.”

Antonio Duro Ferreira (1943-2014) _

Formado pela Escola Nacional de Educação Física, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1965, elaborou e implantou neste mesmo ano o projeto de educação física da PUC-Rio. Foi criador também da Coordenação de Educação Física da Universidade, que liderou por vinte anos.

O Professor Antonio Duro Ferreira fez pós-graduação em Administração Esportiva, de 1971 a 1972, na Alemanha. Em parceria com o IAG, em 1978, organizou na PUC-Rio o Curso de Administração de Entidades Esportivas, então único no país. Foi um dos precursores no Brasil em ações voltadas para a importância da administração profissional dos clubes de futebol.

Participante ativo do dia a dia da Universidade, foi também assessor de quatro Vice-Reitores Comunitários, entre eles o atual Vice-Reitor, Professor Augusto Sampaio. Ferreira foi presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e coordenou a Comissão Disciplinar da PUC-Rio.

O Professor Renato Callado Ferreira, atual coordenador de Educação Física e Esportes e de Atividades Estudantis da Universidade, filho do Professor Antonio Ferreira, relatou ao Jornal da PUC a paixão do pai, falecido aos 71 anos, por todos os esportes e por suas atividades com alunos e colegas da PUC-Rio.

(Vice-Reitoria Comunitária) (+19 de fevereiro de 2014) 

Antonio Joaquim Macedo Soares (1948 - 2012) _

Professor do quadro complementar do Departamento de Artes & Design, o Prof. Antonio Joaquim era formado em Engenharia Mecânica pela PUC-Rio, em 1971, e tinha sob sua responsabilidade desde 1986 a disciplina de Desenho Geométrico. Era também sócio da empresa Marco Estudos e Projetos Ltda.

Segundo a repórter Alessandra Nascimento publicou no Jornal da PUC, “No curso de Design, ele tinha uma difícil tarefa, tornar o conteúdo da disciplina de Desenho Geométrico atrativo para os alunos. A Diretora do Departamento de Artes e Design, Luiza Novaes, afirma que ele exercia essa função com muita competência e dedicação. ‘Ele era um professor muito querido por todos, porque conseguia ensinar essa parte da matemática e torná-la mais próxima do aluno, de um jeito divertido e menos assustador. Ele tinha um espírito muito brincalhão, sempre muito sorridente e muito envolvido com o que fazia”, diz Luiza.

A essa mesma repórter, o filho do Professor, a quem Antonio Joaquim deu o apelido de Duda, deu um depoimento comovente sobre seu pai: “Eu resumo a vivência com o meu pai em uma única palavra: alegria.”

Seus colegas de Departamento, seus muitos amigos, seus alunos e sua família sempre se lembrarão dele com carinho e com gratidão.

Antonius Benkö S.J. (1920 - 2013) _

O Padre Benkö faz parte do grupo daqueles que podem ser reconhecidos como construtores da PUC-Rio, em especial daquilo que chamamos o modelo PUC, que pode ser caracterizado de muitas formas mas que, grosso modo, integra organicamente graduação e pós-graduação, ensino e pesquisa, excelência acadêmica e compromisso social, pioneirismo e tradição, colegialidade e participação, e unidade e diversidade.

Nascido em Pècs, na Hungria, estudou Teologia na Universidade Gregoriana de Roma e Filosofia e Psicologia na Universidade de Louvain, na Bélgica, onde também fez seu doutorado em Psicologia. Veio para o Brasil em 1954 e trabalhou na PUC-Rio entre 1957 e 1975, quando retornou à Europa na intenção de voltar para a Hungria. Impedido de voltar a seu país em função do fato de ter se naturalizado brasileiro em 1959, ficou na Áustria entre 1975 e 1996, quando finalmente conseguiu retornar ao país onde nascera e onde atuou como Professor da Universidade Católica Píter Rázmány até aposentar-se.

Na PUC-Rio, criou o Centro de Orientação Psico-Pedagógica, origem do SPA (Serviço de Psicologia Aplicada), em 1960; foi um dos construtores do Departamento de Psicologia, fundado em 1963; é também um dos fundadores, em 1965, do Mestrado em Educação, pioneiro no país e, em 1966, do Mestrado em Psicologia, igualmente pioneiro; fundou e dirigiu o Departamento de Teologia em 1968; foi o grande incentivador para que jovens professores fizessem seus doutorados em excelentes universidades do exterior e foi ainda um dos principais protagonistas da implantação da Reforma Universitária na PUC-Rio. Laboratório de experimentação para as reformas que se sucederam nas universidades brasileiras, a Reforma foi a grande responsável para que a PUC-Rio deixasse de ser apenas um excelente centro de formação de profissionais das diversas áreas do conhecimento para consolidar-se como uma universidade de pesquisa, com programas de pós-graduação, laboratórios, uma das melhores bibliotecas universitárias do país e intensa atividade de pesquisadores reunidos nos diversos Departamentos que, por sua vez, conformavam os Centros.

Respeitado por professores, funcionários e estudantes e dono de uma figura imponente, o Padre Benkö surpreendeu a todos ao participar como jogador de uma memorável partida de futebol em que se enfrentaram no antigo Ginásio um time formado por professores e outro por jesuítas, cujo capitão e craque principal era o Padre Viveiros de Castro S.J., que havia jogado no time juvenil do Botafogo. O Padre Benkö jogava de óculos, e consta que era meio perna de pau.

Homem de formação e sensibilidade interdisciplinar, o Padre Benkö teve grande influência na constituição do campo da Psicologia no Brasil. É dele a redação da proposta de criação da carreira de psicólogo no Brasil (1957) e, quando da criação oficial da carreira, foi o detentor do registro número 2 de psicólogo no Brasil (1962), documento que levou consigo na volta para a Hungria e que mostrava com prazer aos amigos brasileiros que o visitavam. Em 1964 tornou-se Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Clínica, da qual foi também Vice-Presidente em 1967. Foi ainda Conselheiro e Vice-Presidente do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro entre 1974 e 1975.

Em 2005 voltou pela última vez ao Brasil, para as comemorações dos 40 anos do Programa de Pós-Graduação em Educação. Em janeiro de 2007 o Padre Benkö recebeu a visita de Silvia Ilg Byington, pesquisadora do Núcleo de Memória da PUC-Rio, na residência em que morava em Budapest e compareceu à entrevista solicitada vestindo a camisa da seleção brasileira de futebol. Neste ano de 2013, por ocasião dos 50 anos do Departamento de Psicologia gravou no dia 11 de novembro, 14 dias portanto antes de sua morte, via Skype, uma linda entrevista para o Departamento, disponível no youtube.

Todos aqueles que o conheceram como estudantes e que hoje são professores seniores das mais diversas áreas da PUC-Rio, se lembram dele com carinho e com admiração. Os que sabem de sua importância para a história da Universidade, mesmo sem tê-lo conhecido pessoalmente, partilham do mesmo respeito por ele, como atestam as mensagens reproduzidas abaixo. Na memória da PUC-Rio ele será sempre uma referência fundamental.

Mensagem do Professor J. Landeira-Fernandez, Diretor do Departamento de Psicologia:
"Prezados Colegas,
"Com pesar, comunicamos o falecimento do Pe. Antonius Benkö S.J., ocorrido em 24/11/2013, aos 93 anos, na cidade de Budapeste. Tivemos a oportunidade de entrevistá-lo, por Skype, por ocasião da comemoração dos 60 anos do Departamento. O Pe. Benko foi um dos responsáveis pela fundação do Departamento de Psicologia e o pioneiro na regulamentação da profissão do psicólogo no Brasil.”

Mensagem da Professora Margarida de Souza Neves, Coordenadora do Núcleo de Memória da PUC-Rio:
"Caros colegas do Departamento de Psicologia e de toda a PUC-Rio:
"O Núcleo de Memória quer unir-se a todos vocês na tristeza da perda do Padre Benkö e na alegria de tê-lo na vida e na memória da Universidade.
"Ontem, dia 25 de novembro, o Núcleo de Memória foi convidado para fazer uma apresentação na reunião convocada pela Reitoria e da qual participaram todos os que dirigem e coordenam os Departamentos, os Centros e a Administração Central da Universidade. Quando projetei uma fotografia do Padre Benkö, o Padre Josafá deu a notícia de sua morte e lembramos dele com muito carinho.
"Agradeço à Psicologia a divulgação da entrevista – provavelmente a última - que ele deu por ocasião dos 60 anos do Departamento. Gostaria de pedir autorização para por no site do Núcleo o link para essa entrevista. Quero também pedir a todos os que tenham fotografias ou depoimentos sobre o Padre Benkö que enviem esse material para o Núcleo de Memória (nucleodememoria@puc-rio.br) para que possamos tê-los no nosso site. As fotografias podem ser entregues na sala L263. Serão digitalizadas e devolvidas a seus donos.
"Um abraço a todos e que possamos chegar aos 93 anos - ou aos anos que nos caibam viver - com 'cabeça boa', como o Padre Benkö diz ter, na entrevista, e com o coração grande que ele sempre teve."

Mensagem do Professor José Carmelo, do Departamento de Educação:
"Colegas da PUC:
"Após ler as mensagens de Lucena, D´Abreu, Guida e dos demais colegas do CTCH, entendo que devo compartilhar com a comunidade PUC-Rio, a mensagem dirigida ao Pe. Benkö em 01/11/2013, no evento em que o Departamento de Psicologia homenageou seus ex-Diretores pelo 60º aniversário de sua criação.
"Para as novas gerações de puquianos é importante reconhecer o papel do Pe. Benko no contexto da reforma estrutural da PUC-Rio há meio século atrás.

Mensagem proferida no evento dos 60 anos de criação do Departamento de Psicologia em 01/11/2013:
"Ao representar o Pe. Benkö nesta homenagem, desejo que esta assembleia universitária - sobretudo os alunos mais jovens – vejam em mim, não apenas um amigo do homenageado.
"Desejo que me vejam sobretudo como alguém convocado pelo Pe. Benkö para participar do projeto de institucionalização da PUC-Rio, como universidade, como alma mater.
"Esta expressão tão comum nos EE.UU. – a universidade, como alma mater - expressa bem o processo quase MATRICIAL iniciado na década de 1960, por uma plêiade de scholars jesuítas, que moldaram naquele fase a PUC-Rio:
"- Röser, Hainberger, Cullen, Amaral Rosa, nas Ciências Exatas;
"- Ávila e Ozanam, nas Ciências Sociais;
"- Benkö, Schuab e Machado, nas Ciências Humanas.
"É neste contexto, que precisamente há 50 anos atrás - em setembro de 1963 - iniciava eu uma Pós-Graduação na Université Catholique de Louvain. Na mesma Louvain, em que Pe. Benkö se doutorou; na mesma Louvain em que Pe. Ávila coopta o Pe. Benkö para vir atuar na PUC-Rio.
"É sob este modelo de 'alma mater' - de uma matriz geradora na formação de novos quadros docentes e de pesquisadores, nos EE.UU. e em Louvain – que me percebo, como convocado pelo Pe. Benkö para participar de um projeto de institucionalização do modelo PUC-Rio de universidade, no qual dois outros momentos são muito marcantes para mim:
"- o primeiro momento ao final de 1965, quando Benkö, Aroldo Rodrigues e Eloiza Lopez Franco constituem o núcleo acadêmico do 1º Mestrado em Psicologia e em Educação no Brasil, e me torno então o seu Coordenador;
"- o segundo momento, em 1968, quando a PUC-Rio implementa sua reforma universitária, baseada no modelo norte-americano de Departamentos articulados em Centros. É neste momento em 1968, que um grupo de jovens professores é constituído pelo Pe. Benkö como os novos Diretores dos Departamentos do CTCH, e passam assim a ser denominados os BENKISTAS. Do mesmo modo que no CTC, sob a liderança do Pe. Amaral Rosa, outros jovens professores assumiram como Diretores os Departamentos do CTC, e eram denominados os AMARALISTAS...
"É portanto como um sincero benkista - alguém formado entre 1963-1968 sob a liderança do Pe. Benkö - que expresso a alegria imensa de ser o representante deste ilustre scholar jesuíta nesta assembleia universitária.
"Que bem longe daqui, lá na Hungria, na pacata cidadezinha de Pilisvorosvar, ecoe a minha saudação emocionada: obrigado, Pe. Benkö."

Mensagem da Professora Maria Apparecida Mamede Neves, do Departamento de Educação:
"Colegas queridos de 45 anos de PUC.
"Ao ler a mensagem de Carmelo sobre o Padre Benkö, muitas lembranças me afloraram sobre meu contato com o Padre Benkö e de quanto ele foi generoso para comigo.
"Eu entrei na PUC-Rio exatamente em 1968 para fazer o mestrado em Educação nos moldes novos (para a época). Lembro-me muito bem das conversas que tive, sem ser infelizmente uma Benkiana, com o Pe. Benkö. A ele devo muitas das principais informações sobre a legalização da profissão de Psicólogo, a banca que foi constituída para avaliar os que já atuavam na área, enfim, dados preciosos que me valeram a conclusão da dissertação de Mestrado em Educação - uma pesquisa de campo sobre a Formação do Psicólogo no Brasil.
"Na época, contra muitos que se opunham a que eu realizasse esse trabalho investigativo, por temerem a possibilidade de trazer a tona dados que pudessem fortalecer a guerra deflagrada pelos médicos psiquiatras contra a recente profissão, Pe. Benkö e Carlos Paes de Barros me apoiaram e garantiram a liberdade de realizar minha pesquisa. Esse trabalho logrou ser a primeira dissertação (na época chamada de tese) de Mestrado em Educação no Brasil, defendida em um programa de universidade brasileira credenciado para tal.
"Assim, com ternura e emoção assisti sua fala por Skype nas comemorações do Departamento de Psicologia e, com a mesma emoção, rezo agora por ele. Que outros de nós possamos ter como exemplo a disponibilidade de Padre Benkö."

Mensagem da Professora Ana Waleska Pollo Mendonça, do Departamento de Educação:
"Caros colegas,
Pe. Benkö foi, sem dúvida, uma figura fundamental para que a PUC-Rio fosse o que é hoje. Foi pioneiro em várias coisas. Foi responsável pela criação da nossa pós-graduação (Educação), primeira do Brasil, nos idos de 1965. Aliás, foi o grande responsável pela implantação da pós-graduação na área das ciências humanas em geral nesta universidade, num momento em que esta era ainda privilégio das áreas tecnológicas. Quem o conheceu e teve o privilégio de conviver com ele, aprendia sempre muito. Obrigada a vocês da Psicologia por partilhar conosco essa entrevista, possivelmente a última, que retrata tão bem a sua figura serena e ainda tão lúcida aos 93 anos."

Mensagem da Professora Vera Candau, do Departamento de Educação:
"Amigos e amigas,
"O Pe. Benkö foi/é uma pessoa muito especial. Sereno, atencioso e com visão de futuro foi fundamental para a pós-graduação em Ciências Humanas da PUC-Rio. Lembro, ainda aluna da PUC, das conversas com ele, sempre procurando que cada pessoa desse o melhor de si e nos incentivando a seguir em frente com entusiasmo. Certamente sua pessoa foi muito importante para a minha formação pessoal e profissional. E não sou a única..."

Mensagem do Professor Luiz Brandão, Diretor do Departamento de Administração:
"Em nome do Departamento de Administração, prestamos nossas condolências e pêsames pelo falecimento do Pe. Benkö. Os nossos sentimentos estão com os familiares e amigos neste momento de pesar."

Mensagem do Professor Luiz Roberto Cunha, do Departamento de Economia, Decano do CCS:
"Conheci Pe. Benkö quando aluno de Economia em 1967, já namorando Bebel, aluna de Letras, fui procurá-la numa das salas do Leme. Como ela estava em aula, coloquei a cara no vidro para que ela me visse... Quem veio me dar um 'puxão de orelha' foi o Pe. Benkö, que estava dando a aula. Depois fizemos retiros coordenados por ele e em 1970 ele nos casou na capela da PUC-Rio...
"Há muitos anos atrás, quando ele veio ao Brasil fui procurá-lo para relembrar os 'velhos bons tempos', ele sempre muito interessado em saber sobre a PUC e a vida dos seus amigos e ex-alunos."

Mensagem do Professor Carlos José Pereira de Lucena, do Departamento de Informática:
"Não me surpreende a serenidade do Pe. Benkö. Ele era uma pessoa ímpar quando programávamos juntos um 'enorme' computador no início dos anos sessenta e quando ele nos casou com carinho, sotaque e enorme amizade quase há 50 anos. Enorme saudade."

Mensagem do Professor José Carlos D'Abreu, do Departamento de Engenharia de Materiais:
"Pe. Benkö, personalidade forte e grande figura humana! Sua mensagem de amor, ao batizar minha primeira filha, ainda está muito presente entre nós. Que Deus acolha este grande amigo e conselheiro."

Mensagem do Professor Fernando Rizzo, do Departamento de Engenharia de Materiais:
"Como parte da 'velha guarda' que teve a oportunidade de conviver com Pe. Benkö durante seus anos na PUC-Rio, gostaria de também contribuir com esta série de depoimentos, endossando o reconhecimento de uma figura singular de nossa trajetória, pois além da expressiva contribuição para a implantação de um novo modelo acadêmico na Universidade, caracterizou-se pela seriedade, dedicação e generosidade com que tratava seus alunos e colegas.
"Agradeço ao Núcleo de Memória da PUC-Rio por registrar para as próximas gerações a relevante participação do Pe. Benkö em nossa história."

Mensagem do Professor Fernando Tenório, do Departamento de Psicologia:
"Realmente foi uma alegria que o Departamento e os professores que o conheceram pessoalmente tenham podido homenageá-lo em vida. Ele deve ter ficado realmente muito contente com os 60 anos do Departamento e com a homenagem.
"Tem um samba do Nelson Cavaquinho que se chama 'Flores em vida' e que diz: 'me dê as flores em vida, o carinho e a mão amiga, para aliviar meus ais. Depois que eu me chamar saudade, não preciso de vaidade, quero preces e nada mais'.
"Parabéns a vocês que deram as flores em vida."

Mensagem da Professora Eliana Freire, do Departamento de Psicologia:
"Como eu disse há pouco ao Bernard Rangé, colega de turma da psicologia em 1967 [...], quem conviveu com essa imensa, forte, sabia, exigente e amorosa figura que foi o Pe. Benkö jamais esquecerá! Em sua última entrevista no Skype, muitas boas memórias me vieram com sua voz de barítono dramático ao fundo. Ai de nós alunos que ousássemos chegar um minuto atrasados! Velhos tempos!
"Lamento muito a perda de nosso mestre, mas certamente foi uma vida vivida plenamente. E este recado do amor que ele nos deixa, na entrevista no Skype, creio estar gravado a ferro e fogo em nossos corações.
"Somos mesmo abençoados por termos convivido com ele."

Mensagem da Professora Elizabeth Ribeiro, do Departamento de Psicologia:
"Vi o vídeo do Padre Benkö agora e fiquei profundamente emocionada. Padre Benkö foi meu primeiro professor e foi muito importante para mim. Foi muito bom ter esse depoimento dele. O Carmelo sempre dizia que ele estava bem, mas acabei nunca escrevendo para ele. Poder ouvir uma última vez as coisas que ele dizia - sobre a importância do outro - fez muito bem."

Mensagem da Professora Regina Murat, do Departamento de Psicologia:
"Tenho as fotos da festa de 40 anos do SPA (maio de 2000), quando Pe. Benkö esteve pela última vez no Brasil. Na época, eu era a Coordenadora do SPA. O Departamento já enviou estas fotos para vocês no Núcleo de Memória? Se não, posso levar na próxima semana."

Mensagem do Professor Augusto César Pinheiro da Silva, do Departamento de Geografia e Meio Ambiente:
"A apresentação e citação, pela Professora Margarida de Souza Neves, do Núcleo de Memória da PUC-Rio, do Pe. Benkö no evento ocorrido no dia 25 de novembro na Casa de Retiro de São Conrado foi uma homenagem muito bonita para uma personalidade fundante da instituição. Para quem não o conhecia a sua história como eu, essa homenagem ficará guardada na memória presente."

Bernardo Jablonski (1952 - 2011) _

O Professor Bernardo Jablonski, do Departamento de Psicologia da PUC-Rio, faleceu na manhã do dia 28/10/2011, aos 59 anos. Bernardo também era ator, roteirista e diretor.

Alguns amigos da PUC-Rio compartilharam os textos publicados a seguir. E, ao final da página, a matéria publicada no Jornal da PUC.

Prof. J. Landeira-Fernandez, Departamento de Psicologia da PUC-Rio.

Colegas,

Estou em Belém, de forma que não poderei ir ao velório. Bernardo foi meu primeiro professor universitário, numa antiga disciplina chamada “Introdução à Psicologia”, quando entrei na PUC, em março de 1981. Alegre e criativo, era impossível não vibrar com suas aulas. Simplesmente apaixonante! Foi aí que teve início meu interesse pela área acadêmica. Mais tarde, descobri que Aroldo Rodrigues, seu mentor, e Octávio Leite, o meu, tinham muito em comum.

Tive oportunidade de interagir com Bernardo e sua equipe em alguns de seus projetos, realizando algumas análises estatísticas. Bernardo sempre teve grande admiração pela beleza da abordagem experimental e sua aplicação na psicologia. O seu livro “Psicologia Social”, em co-autoria com Aroldo, é um dos raros livros-texto adotados em praticamente todos os cursos de psicologia do país. Além de
pesquisador do CNPq, Bernardo transitava com grande competência no teatro e na televisão. A conjugação dessas diversas atividades trouxe, sem dúvida, grande visibilidade para o nosso Departamento.

É triste ter que dizer adeus aqui distante a um colega com quem tanto me identifiquei durante todos esses anos. As lembranças dos bons momentos que passamos juntos vão ajudar a preencher o vazio que ele deixa. Quero registrar meu profundo respeito e admiração por essa pessoa, que, por muito tempo, lutou de forma corajosa contra um câncer, sempre com bom humor, mas sem abrir mão da responsabilidade.

Valeu, Bernardo, foi um privilégio tê-lo conosco!!

Com todo carinho,
Landeira


Prof. Carlos Frederico Palmeira, Departamento de Matemática da PUC-Rio.

Bernardo, ator, psicólogo, professor, deixa boas lembranças. Seus livros, "A luta nas classes" e "O mestre contra-ataca", retratam com bastante humor essa relação, às vezes complicada, entre professores e alunos. Era curioso ligar a TV e ver um colega nesta outra atividade, tão diferente, mas também tão parecida.

Fica a lembrança e a saudade.

 

Bernardo Jablonski (1952-2011)

O professor Bernardo Jablonski, do Departamento de Psicologia da PUC-Rio, faleceu na manhã do dia 28 de outubro, aos 59 anos. Bernardo, que também era ator, roteirista e diretor, trabalhou em filmes como Tropa de Elite, interpretando um professor de Direito, e inúmeros programas na Rede Globo. Seu último trabalho foi como diretor da peça Queda Livre, ao lado de Fabiana Velor, em cartaz no Rio e como o personagem Aderbal, no programa Zorra Total, da TV Globo.

Bernardo era professor da PUC-Rio desde 1979, além de ter coordenado o curso de graduação por dois anos. Ele se destacou como pesquisador em áreas relacionadas à família e ao casamento e lançou livros como Até que a vida nos separe: a crise no casamento contemporâneo e Psicologia.

Segundo a Diretora do Departamento de Psicologia, professora Elizabeth Ribeiro, o professor tinha personalidade marcante e era muito querido pelos alunos e funcionários.

– Ele tinha uma relação muito afetuosa. O Bernardo era um professor muito engraçado, muito irônico e lidava bem com situações difíceis. Nunca vimos o Bernardo chateado, apesar de já estar num processo muito difícil da doença.

A reação dos alunos foi de muita tristeza e surpresa, pois as cirurgias eram constantes e, segundo a diretora, ele sempre voltava delas bem.

– Foi uma comoção enorme. Não suspendemos as aulas porque há uma orientação do departamento de não afastar as pessoas e sim de conversar. Ele era muito dedicado aos alunos e ao departamento – completou Elizabeth.

Em fevereiro de 2012, o professor completaria 14 anos de luta contra o câncer. Ele ficou quase um mês internado na Clínica São Vicente, na Gávea. O corpo foi velado no teatro Tablado, Lagoa.

Luisa Paciullo
Publicado no Jornal da PUC no.250, de 28/11/2011
Projeto Comunicar

Carlos Alberto Del Castillo (? - 1974) _

Professor Del Castillo na história e no campus da PUC-Rio

Crônica publicada em 02/07/2011 no Jornal da PUC, Edição 257

A formação e o crescimento da PUC-Rio são resultado da colaboração de muitos homens e mulheres. Os nomes de alguns deles foram escolhidos como topônimos na Universidade. Além de identificar prédios, salas, auditórios esses nomes costumam transcender sua dimensão funcional e nos ajudam a entender sua trajetória pessoal, bem como a da Universidade. Um dos nomes que mesclam sua atuação com a história da PUC-Rio é o do prof. Carlos Alberto Del Castillo.

A década de 1950 foi para o Brasil um período de grandes transformações. Na primeira metade, o suicídio de Vargas e o afastamento de Café Filho por motivo de doença criaram um clima de incerteza. Na segunda metade, contudo, o país pareceu recuperar o ânimo. Ao assumir a presidência em 1955, Juscelino Kubitschek anunciava um progresso de 50 anos em 5. Alguns fatos como a conquista da copa do mundo de futebol, em 1958, a chegada, no ano seguinte, de Maria Esther Bueno ao topo do ranking mundial de tênis e o surgimento da bossa-nova encheram o Brasil de orgulho e contribuíram para o clima de otimismo. O Brasil podia ser grande.

Algumas mudanças geraram grandes demandas. Na área de ensino, pesquisa e tecnologia, o desafio do país era adquirir know how tecnológico e formar recursos humanos adequados ao projetado crescimento industrial. Ainda que timidamente, o governo investiu no que considerava ser uma educação para o desenvolvimento. O foco dessa educação, contudo, estava nas necessidades mais imediatas motivadas pelas transformações industriais em curso.

O Brasil se modernizava e a PUC-Rio, atenta e sensível às mudanças do período, avançava em várias frentes. Em 1955 inaugurou seu campus na Gávea e em seguida os institutos de química, de física e matemática e os tecnológicos, que reforçavam a ênfase dada à pesquisa. O desenvolvimento e o êxito desses projetos contaram com grande participação de Carlos Alberto Del Castillo, então diretor da Escola Politécnica.

Em 1957, o Serviço Nacional da Indústria organizou o pioneiro curso sobre Desenvolvimento de Programas de Treinamento para gerentes de empresas. O SENAI contou com a colaboração da PUC-Rio que, por intermédio do prof. Del Castillo, negociou a cessão do espaço necessário à realização do curso. A parceria esteve na origem ao Instituto de Administração e Gerência (IAG), que hoje conta com grande tradição na formação de quadros de gestão empresarial.

Em 1959, a PUC-Rio adquiriu o computador Burroughs B205, o primeiro de grande porte para uso em pesquisa acadêmica no Brasil. Mais uma vez, o diretor da Escola Politécnica teve uma destacada participação no processo. No dia 13 de junho de 1960 o computador foi inaugurado com pompa e presenças ilustres, como a do presidente Juscelino Kubitschek e a do cardeal Giovanni Battista Montini, o futuro Papa Paulo VI.

A grande contribuição do prof. Del Castillo é lembrada em dois espaços do campus da Gávea que levam seu nome. Um deles é o Centro de Desenvolvimento Gerencial, a Casa Del Castillo, prédio que desde 1989 integra o IAG e que foi durante anos residência do próprio homenageado. Outro espaço é o Auditório Carlos Alberto Del Castillo no Rio Datacentro, inaugurado em 1972, onde são realizados eventos importantes como aulas magnas, congregações universitárias, fóruns, congressos e seminários.

A trajetória da PUC-Rio se torna mais inteligível e mais humana quando os espaços físicos nos lembram daqueles que a construíram. Ao ser escolhido para identificar não apenas uma, mas duas instalações do campus Gávea, o prof. Carlos Alberto Del Castillo se torna ainda mais representativo na e da história da Universidade. Nada mais justo para alguém dedicado à PUC-Rio e à busca da excelência acadêmica.

Roberto Cesar Silva de Azevedo
Pesquisador do Núcleo de Memória da PUC-Rio

Carlos Alberto Teixeira Serra (? - 2013) _

O Professor Serra formou-se em Geografia pela PUC-Rio e trabalhou na Universidade entre 1966 e 2000.

No início de suas atividades docentes, tal como em seu período como aluno de graduação, Geografia e História, ainda que constituindo dois departamentos separados, tinham um único Diretor e uma mesma estrutura administrativa. Por muitos anos Carlos Alberto Serra podia ser visto no quinto andar da Ala Frings, como professor de Geografia Humana, como Coordenador do Curso de Geografia e mais tarde como Diretor dos Departamentos de Geografia e História. Foi colaborador direto do Dr. Fábio Macedo Soares Guimarães quando este exerceu a direção dos dois Departamentos. Também atuou no Decanato do CCS por várias gestões, como Coordenador Setorial de Graduação e como membro da Comissão de Vestibular.

Serra, como era chamado por seus colegas, colaborou também com a PUC-Rio através da participação nos órgãos colegiados do Departamento de Geografia, do CCS, e da Administração Central.

São poucos hoje os professores do Departamento de Geografia que conviveram com o Professor Serra durante o seu longo período como docente da PUC-Rio, mas o livro publicado pelo Núcleo de Memória da PUC-Rio em comemoração dos 70 anos da Universidade estampa, em sua página 117, uma fotografia de 1971, pertencente ao acervo pessoal do funcionário José Paim, de um time de futebol composto por professores e funcionários no qual o Professor Serra, então um jovem de cabelos longos, aparece na primeira fila, à direita da foto, devidamente uniformizado como jogador do time ao lado de outros colegas tais como os Professores Augusto Sampaio, Clóvis Dottori e Ilmar Rohloff de Mattos.

Carlos Dório Gonçalves Soares (1936 - 2013) _

O Prof. Carlos Dório morreu em consequência de complicações de uma pneumonia aos 77 anos.

Carlos Dório era natural de Vitória, no Espírito Santo, e atuou por muitos anos no Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio. Foi um dos professores responsáveis pela consolidação do Departamento e foi também coordenador do curso de Graduação. É autor do livro Delinquência juvenil na Guanabara, publicado em 1973. Foi também do quadro docente da UFRJ, nomeado como professor assistente em 30 de outubro de 1969.

O Departamento de Comunicação registrou a morte do Professor, já aposentado, através da Rádio PUC, registro esse que está disponível no Portal PUC-Rio Digital. Na entrevista feita com alguns professores que o conheceram, fica patente a importância de Carlos Dório em mais de 40 anos de colaboração com o Departamento de Comunicação. A Professora Angeluccia Bernardes Habert sublinhou seu caráter ao mesmo tempo tranquilo e firme e sua colaboração constante na administração do Departamento, onde soube inspirar confiança a alunos, funcionários e professores. Para ela a principal característica de Dório era a generosidade. A Professora Claudia Brutt Guimarães, que foi sua aluna, lembrou que o professor levou seus alunos de graduação para estagiar na Companhia Telefônica Brasileira, onde desenvolvia uma pesquisa sobre o uso dos orelhões (telefones públicos) pelos cariocas.

Seus colegas e alunos assinalam unanimemente a alegria como marca da personalidade de Carlos Dório, que caracterizam como um grande conversador e um homem que sabia viver.

Carlos Gustavo Scheffer Migliora (? - 2011) _

O Prof. Gustavo era doutor em eletrofísica pelo Polytechnic Institute of New York e fez parte do Grupo de Radiopropagação do CETUC entre 1975 e 2006. Desenvolvia suas pesquisas na área de Antenas e Propagação, foi professor de graduação e de pós-graduação em engenharia elétrica e orientou diversos alunos de mestrado e doutorado no CETUC, além de participar dos programas pioneiros de pesquisa desenvolvidos em parceria com a Telebrás.

Para o Prof. Silva Mello, Gustavo “será lembrado pela diversidade de seus interesses, por ter sido um grande conhecedor de jazz, por seu companheirismo e por seu humor cáustico.”

Carlos Patrício Mercado Samanez (1953-2016) _

Graduado em Engenharia Industrial pela Universidade Mayor de San Marcos, em Lima, no Peru, onde nasceu; mestre em Ciências na área de Engenharia de Produção pela PUC-Rio e doutor em Administração-Finanças e Economia de Empresas pela EAESP/FGV, o Professor Carlos Samanez lecionava na graduação em Economia da UERJ e para turmas de graduação, mestrado e doutorado em Engenharia de Produção da PUC-Rio. Era também professor do curso de mestrado profissional em Logística da nossa Universidade, além de cursos de MBA e de Extensão na área de Engenharia de Produção e Finanças. Coordenador de Extensão e da Área de Finanças, atuava como consultor de empresas e foi autor de vários títulos de sucesso para cursos de graduação e pós-graduação em suas áreas. O professor nos deixou em fevereiro, como mais uma vítima da violência no Rio de Janeiro. (15 de fevereiro de 2016) (Departamento de Engenharia Industrial )

O Prof. Khosrow Ghavami, do Departamento de Engenharia Civil, não pôde esconder o seu pesar e indignação pela perda do amigo e querido professor:

Profundamente lamento o falecimento do nosso colega Carlos Patrício Samanez, [...] que era muito querido entre os seus amigos. E [...] lamento que o governo e prefeitura do Rio do Janeiro não estejam cuidando da segurança do seu povo.

Gustavo Santos Raposo, doutor em Engenharia Elétrica pela PUC-Rio, agradeceu ao mestre por todos os anos de dedicação ao conhecimento e ao ensino:

Foi com uma profunda tristeza que recebi a notícia de que não poderemos desfrutar, ao menos nesse mundo que conhecemos, do convívio com você. Apesar da revolta pela forma abrupta e violenta com que tudo se deu, guardo na memória e no coração apenas as boas lembranças e a grande amizade que construímos. Me arrependo de não ter te dito mais vezes da grande admiração que sinto por você. Um grande abraço Mestre e obrigado por todos os ensinamentos!

Carlos Raja Gabaglia Moreira Penna (? - 2011) _

Carlos Raja Gabaglia Moreira Penna era professor do quadro complementar do Departamento de Engenharia Civil e ministrava a disciplina Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. É de sua autoria o livro O Estado do Planeta. Sociedade de consumo e degradação ambiental (1999). Foi ainda diretor técnico do Instituto Brasil PNUMA (Comitê das Nações Unidas para o Meio Ambiente), diretor da Associação de Amigos do Jardim Botânico, conselheiro de várias ONGs de conservação ambiental e sócio-gerente da Hólos Consultoria Ambiental.

Carlos Secchin, fotógrafo que participou com ele em vários trabalhos, escreveu sobre o professor Carlos: “Não havia limite para seu interesse sobre todas as formas de vida e sua preocupação com o nosso futuro próximo e sombrio, baseado, segundo ele, num sistema econômico montado sobre um crescimento crescente, ilimitado e insustentável.”

Veja aqui a homenagem do Instituto ((o))eco.

Clarice Maria Abdalla Carneiro de Rezende (1961 - 2009) _

Sinônimo de competência, profissionalismo e dedicação, Clarice Abdalla morreu no dia 04/02/2009, aos 47 anos, devido a um infarto fulminante. Amigos, parentes e colegas de trabalho se reuniram na manhã de quinta-feira, na capela sete do cemitério São João Batista, em Botafogo, para prestar uma última homenagem à assessora de imprensa da PUC-Rio. A missa de corpo presente foi celebrada pelo reitor Padre Jesus Hortal, S.J., que ficou emocionado ao relembrar Clarice:

- Sentiremos o vácuo, a falta do bem que ela fez. Ela viverá na presença de nossa fé e em nossa lembrança. Nunca a vi de cara fechada, estava sempre sorridente e disposta a ajudar todos em sua caminhada. Sua obra não pode ser interrompida, não podemos deixar cair por terra tudo o que ela fez.

Como coordenadora dos núcleos de Assessoria de Imprensa, Rádio e Internet do Projeto Comunicar e professora do Departamento de Comunicação Social, Clarice era conhecida por ter um cuidado especial com seus estagiários.

- Ela nunca fez segredo de nada, sempre dava dicas para os alunos e isso os deixava confiantes. Com espírito leve e inovador, ficava orgulhosa quando os via bem colocados no mercado de trabalho. Essa é uma qualidade de professor, que requer não só conhecimento, mas um jeito especial de conduzir a vida profissional – lembra o professor Miguel Pereira, coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social.

Para Fernando Ferreira, coordenador geral e um dos criadores do Comunicar, Clarice aliava competência e lealdade, de uma maneira dinâmica e disciplinada. Ela estava sempre em busca de novos meios de comunicação para atuar.

Orientador de Clarice no doutorado sobre Alceu Amoroso Lima, que ela fazia na PUC-Rio, Gilberto Mendonça Teles lembrou que era uma pessoa em quem se podia confiar. Também destacou o fato de que se dedicava integralmente a todos os seus projetos. Gilberto ainda relembrou os e-mails que trocavam, pelo menos duas vezes por semana, e os papos do cafezinho.

- Ela era única e deixou, repentinamente, um vazio difícil de preencher. É uma perda irreparável.

A lembrança de Clarice Abdalla como uma boa amiga também foi mencionada pelo cineasta e professor da PUC-Rio Sílvio Tendler. Ele ressaltou o entusiasmo que ela tinha com sua profissão e contou ter sofrido três perdas: a de uma aluna, a de uma amiga e a de uma colega de trabalho. A mesma paixão pela comunicação foi realçada pelo Pe. Marcos William, Vigário Episcopal para Comunicação Social da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

- Ela significava a própria comunicação e representou o elo entre a PUC-Rio e a Arquidiocese. Fez um belo trabalho, foi às bases e às comunidades. Almejamos olhar para frente e seguir seus conselhos, que criou o Portal da Arquidiocese. Espero que os alunos se espelhem em seu exemplo: fazer comunicação a serviço do povo.

Thiago Camara, ex-aluno da PUC-Rio e um dos integrantes do projeto, lembra que Clarice sempre o incentivou na carreira e na vida.

- O Portal é fruto do empenho dela. Ela incentivou a Arquidiocese a investir na comunicação. Desejo continuar seu legado, na comunicação e na evangelização.

Clarice começou sua carreira como produtora na rádio Jornal do Brasil. Ela fez parte do primeiro programa jornalístico da FM do país, oPanorama Brasil, da rádio Panorama. Ângela de Rego Monteiro a conheceu na redação do jornal O Globo e conta que trocavam muitos telefonemas.

- Ela foi uma jornalista, uma amiga e uma professora exemplar.

Sandra Korman, coordenadora do curso de Comunicação Social da PUC-Rio, disse que são nesses momentos difíceis que devemos refletir sobre a brevidade da vida e não deixar nada para amanhã:

- Clarice foi uma das pessoas mais respeitosas que já conheci. Ela teve uma trajetória de luz e fez um trabalho excelente como professora e profissional.

Bruna Santamarina e Tatiana Carvalho
Portal PUC-Rio Digital

Claudia Miranda (1967-2014) _

Professora da PUC-Rio desde 2004, Claudia Miranda era arquiteta e urbanista formada pela FAU/UFRJ, em 1991, com mestrado em Desenho Urbano pelo PROURB/UFRJ. Trabalhou nos escritórios LPC e Azul antes de fundar a MIRA Arquitetura, em 2000. Também lecionou na Escola de Design de Interiores da Universidade Cândido Mendes entre 1999 e 2007, e na FAU-UFRJ, entre 1994 e 1998. Foi membro do júri e vice-diretora Cultural do IAB/RJ em 1999.

Teve trabalhos publicados nas revistas Projeto, Casa Vogue, Casa Claudia, Finestra, Abitare, nos Catálogos da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e no Jornal O Globo. Recebeu os prêmios DECA – banheiro comercial em 2011 e do Concurso Morar Carioca em 2010.

Professora e Supervisora de Projeto IV do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Rio, Claudia Miranda foi “uma arquiteta completa, que procurou expandir o seu talento em todas as áreas, de projetos residenciais, comerciais e corporativos e, até mesmo, ensinando a arte da arquitetura na UFRJ, na PUC-Rio e na Universidade Cândido Mendes”, conforme assinala o site do IAB/RJ.

(Curso de Arquitetura e Urbanismo) (+13 de abril de 2014)

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