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Colaboradores

Títuloordem decrescente Código Data Descrição
Ary Marques Jones (1921-2016) _

Descendente de ingleses, Ary Jones cursou a graduação em Engenharia nos EUA e lá se tornou Mestre em Engenharia Industrial. Serviu à Marinha do Brasil, de 1938 a 1961, quando se aposentou, tendo sido condecorado herói de guerra por sua atuação na Segunda Guerra Mundial.

Em 1958, participou da fundação do então Instituto de Administração de Gerência (IAG) da PUC-Rio, atual Escola de Negócios da Universidade, e nele foi coordenador, e professor. Dirigente da Firjan por mais de duas décadas, com atuação no Conselho Empresarial de Tecnologia, Ary Jones ressaltou a importância do trabalho da instituição ao levar o desenvolvimento para o interior do estado. Ajudou também a criar a Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e o Instituto de Psicologia Naval.

Muito atuante no desenvolvimento de projetos de planejamento em engenharia para entidades privadas e estatais, como engenheiro esteve sempre voltado para os aspectos da moderna engenharia. Atuou, por exemplo, na implementação de tecnologias de exploração de petróleo em águas profundas pela Petrobras, empresa na qual foi um dos responsáveis pelos primeiros estudos sobre a diversidade da matriz energética brasileira.

Ary Marques Jones continuou ligado à PUC-Rio mesmo após sair do IAG, em 1976, e foi membro do Conselho de Desenvolvimento da Universidade e do Conselho Fiscal da Fundação Padre Leonel Franca.

(+ 6 de junho de 2016) 

Eugenio de Araújo Sales (1921 - 2012) _

D. Eugênio Sales, arcebispo emérito do Rio de Janeiro e por muitos anos Grão-Chanceler da PUC-Rio, morreu aos 91 anos em sua residência do Sumaré, enquanto dormia.

D. Eugênio nasceu no interior do Rio Grande do Norte, fez seus primeiros estudos em Natal e ingressou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, Ceará, no ano de 1931. Foi ordenado padre em 1943.

Em 1954, aos 33 anos, foi nomeado Bispo Auxiliar da Diocese de Natal. Em 1968 foi nomeado Arcebispo de Salvador, e em 1969 recebeu do Papa Paulo VI o título de Cardeal. Em março de 1971 D. Eugênio foi nomeado Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, função que exerceu até o ano de 2001. Após sua renúncia aceita pelo Papa João Paulo II naquele ano, D. Eugênio continuou a residir no Rio de Janeiro, como Cardeal Arcebispo Emérito.

Entre 1971 e 2001 D. Eugênio Sales, em função do fato de ser Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, foi Grão-Chanceler da PUC-Rio. Por trinta anos, portanto, D. Eugênio participou diretamente da vida da PUC-Rio que, por ocasião de sua morte uniu-se à Arquidiocese do Rio de Janeiro para agradecer por sua vida de dedicação e por seus anos de trabalho.

Georg Herz (1933 - 2009) _

Sobre petecas e computadores

A vida da PUC-Rio é feita do encontro das vidas daqueles que fazem dela uma realidade tangível e cheia de matizes. São os que nela atuam como professores, pesquisadores, funcionários e estudantes e são também colaboradores; ex-alunos; famílias de alunos, professores e funcionários; crianças e idosos que brincam ou passeiam em seu jardim; fornecedores; moradores da Gávea que cruzam o campus; visitantes das exposições do Solar; usuários da biblioteca vindos dos quatro cantos da cidade; alunos das escolas próximas, uma multidão enfim que enche de vida e colorido o campus. Alguns deles deixam marcas indeléveis na história da PUC-Rio.

É o caso do engenheiro Dr. Georg Hertz, que nos deixou  no dia 24 de novembro de 2009.  Sem ele a PUC-Rio não teria sido a primeira universidade latinoamericana a contar com um computador de grande porte.

O acervo do Núcleo de Memória guarda uma série de fotografias do início dos anos 1960 em que Georg Herz aparece, muito jovem, comandando as operações do Burroughs 205 e seus complexos componentes e guarda também a carta datada de 15 de outubro de 1958 que define a compra do equipamento.  Guarda ainda uma linda fotografia recente em que um Georg Herz maduro e emocionado acompanha, ao lado da pesquisadora Silvia Ilg Byington, o lançamento do Núcleo de Memória da PUC-Rio.

E temos a sorte de conservar o áudio, já transcrito, da entrevista que deu no dia 25 de julho de 2007 aos pesquisadores do Núcleo e na qual conta as aventuras do transporte e da instalação do Burroughs 205 na PUC-Rio, uma verdadeira operação de guerra da qual participou ativamente, como ele próprio conta nesse pequeno trecho da entrevista:

           “[...] E aí se iniciaram as negociações entre as partes envolvidas, principalmente a PUC e a Burroughs. Não é fácil a gente se deslocar para 1958 e 1959, ou seja, falar em computador naquela época era um completo absurdo. [...] todo mundo dizia que o Brasil certamente não estava pronto para entrar na era da computação eletrônica por várias razões: não havia experiência, não havia outros computadores, não havia analistas, não havia programadores e não havia técnicos de manutenção. [...] Então se teve a idéia de se formar um consórcio de várias entidades que pudessem utilizar esses computadores. Entrou nesse consórcio o Ministério do Exército, o Conselho Nacional de Pesquisa, a Comissão de Energia Nuclear, a Companhia Siderúrgica Nacional, a Burroughs e a PUC. A PUC não entrou com dinheiro, entrou com o local e a instalação.
            [...] Depois de grandes batalhas, finalmente em 1959 se conseguiram todas as licenças necessárias, todo mundo pagou o que tinha que pagar, e foram tomadas medidas para importar esse computador da Califórnia – a fábrica da Burroughs era em Passadena. Aí veio o grande problema de como transportá-lo. Não havia aviões como hoje, o avião maior que existia naquela época era um DC7C especializado em carga. Então nós alugamos um DC6 da Panamerican, na época, para transportar da Califórnia para o Rio de Janeiro. Estava incluído nas despesas, isso foi conseguido e o computador foi transportado do Galeão até a PUC num caminhão aberto do Exército. Eu me lembro disso, eu fui o primeiro que vi isso.”

Georg Herz – entrevista ao Núcleo de Memória da PUC-Rio
27/10/2007

O famoso 205 foi instalado na PUC-Rio e Georg Herz, então um jovem engenheiro da Burroughs, foi o encarregado de operar a parafernália de válvulas, fios, painéis e misteriosa maquinaria que punha em marcha o que então se chamava de cérebro eletrônico diante dos olhos assombrados de professores, estudantes e autoridades.  E se hoje computadores de todos os tipos e de alto desempenho são ferramentas absolutamente essenciais de nosso cotidiano universitário, acessamos a Internet de qualquer ponto do campus pela rede WIFI e nos acostumamos a levar para toda parte nossos dados em drives externos de muitos terabytes; se hoje a o Departamento de Informática da PUC-Rio é referência nacional e internacional, devemos muito aos que, como Georg Herz, nos idos dos anos 50 do século passado, acreditaram no sonho de trazer para o campus da PUC-Rio o 205 e fazer assim de nossa universidade um marco do pioneirismo no campo da informática no Brasil e na América Latina.

Na Cerimônia da Memória realizada na Sinagoga de Botafogo, seus filhos, Daniel e Monica, lembraram do pai como um homem bom, capaz de um imenso amor à vida e à família e com duas grandes paixões na vida, além da paixão maior por Sandra, sua mulher e companheira da vida inteira: a música, que o levou a criar e presidir a Associação dos Amigos da Sala Cecília Meireles para dividir com a cidade o prazer dos bons concertos, e o jogo de peteca nas areias de Ipanema, que ele praticou por décadas com grande seriedade e competência.  Daniel levou para a cerimônia a peteca de penas brancas, já muito gasta, que pertenceu ao pai e contou como o jogo,  sem oponentes ou disputas e cuja única regra é não deixar a peteca cair, entusiasmava Georg Herz e tornou-se um símbolo, cheio de significados, da vida de seu pai.

Georg Herz foi um engenheiro de projeção, um grande empresário, um pai de família amoroso, um cidadão do mundo que ajudou a fazer melhor a vida da cidade que escolheu para viver, um grande apreciador de música, e um homem que soube, como poucos, os segredos que permitem, em qualquer circunstância, não deixar a peteca – real ou metafórica – cair.  Foi também um grande colaborador da PUC-Rio.

Na história da PUC-Rio, Georg Herz tem uma dupla presença: sua filha, Monica Herz, graduou-se em História pela PUC-Rio e hoje, já doutora, é professora e pesquisadora do Instituto de Relações Internacionais (IRI).  E a participação de Georg Herz na vinda e na instalação do Burroughs 205 foi fundamental para que a PUC-Rio pudesse ostentar o título de ter sido a primeira Universidade da América Latina a instalar em seu campus um computador de grande porte e a operar com ele.  Por isso a PUC-Rio se lembrará sempre dele com carinho e com gratidão.

Margarida de Souza Neves
Departamento de História
Dezembro de 2009

Gilberto Velho (1945 - 2012) _

O Prof. Gilberto Velho, do PPGAS da UFRJ, morreu na madrugada de sábado, dia 14 de abril de 2012. O Núcleo de Memória da PUC-Rio se solidariza com a família do Professor Gilberto Velho, em especial com seu irmão, o também antropólogo Otávio Velho, ex-aluno e ex-professor da PUC-Rio; com a UFRJ; com o PPGAS/UFRJ; com a área de antropologia que perdeu um de seus mestres e com a multidão de colegas, alunos, ex-alunos, orientandos de mestrado e de doutorado que Gilberto soube, como poucos, transformar em amigos.

O Programa de Pós Graduação em Antropologia Social da UFRJ criou um Mural de Memórias em homenagem ao Prof. Gilberto Velho

O CPDOC/FGV tem, no site do projeto Cientistas Sociais de Língua Portuguesa;  histórias de vida, uma longa entrevista com o Prof. Gilberto Velho.

A Editora Zahar publicou em seu site uma página em homenagem ao professor Gilberto Velho.

Seu Currículo Lattes pode ser consultado aqui.

A Profa. Tania Dauster, do Departamento de Educação da PUC-Rio e que foi orientanda do professor Gilberto Velho, publicou no Blog do Projeto Memória do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Rio, em homenagem ao Prof. Gilberto Velho, um artigo escrito por esse professor e intitulado Antropologia urbana: interdisciplinariedade e fronteiras do conhecimento, publicado originalmente pela revista Mana - Estudos de Antropologia Social. vol.17 nº.1 Rio de Janeiro: PPGAS/UFRJ, abril de 2011.

Gilberto Velho, pela Profa. Karina Kuschnir, PPGAS/UFRJ

Eu gostaria de poder escrever que estou sem palavras nesse momento. Mas estar "sem palavras" seria o oposto do que aprendi com ele. Gilberto sempre tinha algo a dizer para os amigos nos momentos mais difíceis. E era no momento exato, nunca no dia seguinte. Na emoção dessa perda, registro aqui algumas lembranças em sua homenagem.

Como disseram Celso Castro e Hermano Vianna, para ele, a antropologia não era o centro do universo. Fazia parte de uma busca pelo conhecimento muito mais ampla, que incluía história, arte, literatura, e a admiração por áreas como a matemática e a filosofia. Não se tratava de uma retórica, mas de uma prática que tinha sempre em vista comparar e colocar os dados em perspectiva. Isso significava que nós, seus orientandos, de repente, tínhamos de interromper nossas pesquisas para ler as memórias de Tarquínio de Souza ou estudar a fundo os jovens turcos, ainda que estivéssemos fazendo trabalho de campo num subúrbio carioca.

Não vou me estender sobre a importância de sua vida acadêmica ou sobre sua dedicada atuação para o avanço das instituições científicas brasileiras. Basta ler com atenção seu imenso currículo Lattes. (E hoje fiquei emocionada ao descobrir que a fotografia escolhida para seu Lattes foi tirada por mim, nos Jardins da Princesa, ao lado de sua sala no Museu Nacional, no dia em que realizamos a segunda etapa da entrevista sobre sua vida e carreira para o projeto Cientistas Sociais - Histórias de Vida.)

Prefiro lembrar de como nos divertíamos com seu humor peculiar, como tão bem escreveu Peter Fry, no texto em sua homenagem para a Associação Brasileira de Antropologia. Quando falava de sua juventude, ou dos primórdios da carreira, acrescentava sempre seríssimo: "Mas isso foi no século treze". Aos jovens alunos do PPGAS, cobrava: "Já aprenderam a cantar o hino da antropologia?" E entoava, operísticamente: "Estranhar, relativizar... " Gostava de nos deixar atônitos com o horário de reuniões e encontros. Depois de consultar sua agendinha preta, dizia: "ok, terça-feira, às 8 horas e 47 minutos". Nos animava com os carimbos da "Venerável Sociedade das Capivaras", caçando insetos com sua gigante espada de madeira, falando de seus tempos de "campeão de esgrima", passando trotes, citando batalhas do Império Bizantino ou contando histórias misteriosas sobre como o cérebro de Euclides da Cunha foi parar nas aulas do Museu Nacional.

Tudo isso vinha junto com uma obsessiva disciplina para orientar, que incluía ler capítulos de tese na mesma tarde em que eram entregues, ligar para saber se estávamos trabalhando às 7 da manhã e marcar bancas com quatro meses de antecedência. Cobrava, reclamava e brigava -- muito. Mas tentava compensar essa rigidez com um imenso afeto e vontade de nos ver crescer, como tão bem lembrou Maria Laura Cavalcanti, em sua breve e linda homenagem hoje, no velório. Gilberto nos acolhia nas dificuldades e vibrava com nossos sucessos. É verdade que resistia a mudanças, às vezes com ferocidade. Mas frequentemente mudava de ideia, aceitando e até se divertindo com propostas as mais inusitadas, desde mudar radicalmente o tema de uma pesquisa até decidir a data de uma defesa de tese com ajuda de um mapa astrológico.

Entre os muitos que o perderam, é difícil separar quem são as centenas de orientandos, alunos, colegas ou amigos. Na vida dele, essas categorias estavam todas misturadas. "As pessoas são complexas", ele gostava de dizer; "não devemos congelar as identidades". Para estar com todos, adorava marcar reuniões, festas, aulas, palestras, almoços e jantares. Nestes, invariavelmente deveríamos aguardar pela chegada de uma "ilustre antropóloga húngara" -- mais uma de suas brincadeiras, que, mesmo depois de conhecida, nos divertia pelo desafio de adivinhar quem faria o papel de convidado-surpresa. Por meio desses encontros, surgiam incontáveis relações: amizades, trocas profissionais, viagens transatlânticas, orientações, pesquisas, publicações, livros e até namoros e casamentos.

Termino agradecendo a todos pelos abraços, telefonemas, e-mails e pensamentos solidários. Embora nada possa reverter essa perda, ajuda muito saber que somos tantos que a sentimos.
 

Luiz Paulo Horta (1943 - 2013) _

Morreu em uma manhã de sábado, poucos dias antes de completar 70 anos, o escritor e jornalista Luiz Paulo Horta, colunista do jornal O Globo, membro da Academia Brasileira de Música e titular da cadeira 23 da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Luiz Paulo publicou livros sobre música (Caderno de música, Sete noites com os clássicos, Música das esferas) e sobre religião (A procura de um cânone, A Bíblia: um diário de leitura), foi crítico de música e editorialista de O Globo, depois de trabalhar por mais de duas décadas no Jornal do Brasil. Foi o fundador da seção de música do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Em 1962 começou o curso de Direito na PUC-Rio, mas abandonou a faculdade para dedicar-se ao jornalismo. Foi um grande colaborador da PUC-Rio. Participava intensamente das atividades promovidas pela Cátedra Carlo Maria Martini, do Decanato do CTCH e dirigiu um grupo de estudos bíblicos no Centro Loyola de Fé e Cultura. Foi membro do Conselho de Desenvolvimento da PUC-Rio e da Comissão Cultural da Arquidiocese do Rio. Recebeu em 2000 da PUC-Rio o Prêmio Padre Ávila de Ética no Jornalismo.

Sobre Luiz Paulo, unanimemente querido por todos os que o conheceram, a imprensa divulgou muitos artigos e reportagens. O Prof. Pe. Josafá Carlos de Siqueira S.J., Reitor da PUC-Rio, publicou sobre ele o seguinte artigo no PUC Urgente de 12/08/2013:

O humanismo de um imortal

Fomos surpreendidos pela passagem para a eternidade de um humanista que voou em direção à verdadeira imortalidade da existência. Pelo seu aguçado humanismo, que o conduziu ao grau de imortal nesta vida transitória, Luiz Paulo Horta sempre manteve uma abertura para a fé que o levava a pensar na imortalidade de uma vida que se abre para Deus. Sedento pelos valores que humanizam as pessoas, colocando-as em comunhão mais profunda com o Sentido Absoluto da vida, Luiz Paulo soube viver e testemunhar as suas convicções mais profundas, sem ter medo de expressá-las publicamente. A música, a literatura e a fé estavam sempre presente em seus escritos, diálogos e entrevistas, iluminando suas inspirações e revelando a riqueza de um humanismo tão necessário para o mundo em que vivemos. A sabedoria e a docilidade no trato humano era um traço que fazia parte do seu modo de existir, sempre buscando respostas na fé e na razão para tentar entender a grandeza e a profundidade do mistério que envolve a dimensão imanente e transcendente do ser humano. Com um olhar profundo e um sorriso nos lábios, irradiava espontaneamente uma bondade contagiante de alguém que cultivava interiormente um depositário amoroso, sempre aberto para acolher e respeitar a diversidade de opiniões, mesmo aquelas contrárias às suas convicções mais profundas.

Os contatos, diálogos e encontros que tivemos oportunidade de compartilhar com Luiz Paulo Horta na PUC-Rio nos proporcionaram uma visão de um homem interiormente humanizado e espiritualmente sedento de buscas e respostas dos verdadeiros valores que norteiam a existência humana. Esperamos que, diante da visão do mistério eterno e definitivo, ele possa encontrar as respostas para as suas incansáveis buscas terrenais, responsáveis por transformá-lo num humanista cristão para os nossos dias. Perdemos um imortal da ABL, um Membro do Conselho de Desenvolvimento da PUC-Rio e um cristão e católico convicto, mas temos a certeza na fé que o seu testemunho de vida será inspirador para todos os que desejam um mundo mais humano, fraterno e solidário.

Werner Baer (1930-2016) _

O Prof. Werner Baer foi um economista americano da Universidade de Illinois, em Urbana-Champaign, graduado pelo Queen’s College, em 1953, com mestrado e doutorado por Harvard, em 1955 e 1958 respectivamente. Deu aulas em Yale e Vanderbilt, antes de pertencer aos quadros da Universidade de Illinois, e, por diversas ocasiões, atuou como professor visitante da PUC-Rio e como colaborador próximo em pesquisas desenvolvidas pelo Departamento de Economia da Universidade. (colaborador do Departamento de Economia) (+ 31 de março de 2016)

Sua pesquisa sempre foi dedicada ao desenvolvimento econômico e a industrialização da América Latina, mostrando interesse especial pela economia brasileira. Dono de vasta produção bibliográfica, influenciou diversas gerações de economistas. O brasilianista foi também fundador do Instituto Lemann de Estudos Brasileiros, criado em 2009, para promover o ensino e a pesquisa sobre o Brasil nos Estados Unidos. Werner Baer atuou de forma fundamental no recrutamento de estudantes brasileiros para fazerem seu doutorado nos Estados Unidos.

Pelas suas inúmeras contribuições à economia brasileira, o Prof. Baer recebeu a Medalha da Ordem do Rio Branco do Ministério de Relações Exteriores (2000), a Medalha de Honra da Inconfidência, do estado de Minas Gerais (1995), e a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (1982). O Professor Baer faleceu nos EUA, aos 85 anos.