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Frei Antônio Moser (1941-2016)

Doutor em Teologia, com especialização em Moral, pela Academia Alfonsianum, em Roma, Frei Antônio Moser iniciou seus estudos de Filosofia e Teologia em Petrópolis e cursou a licenciatura em Teologia em Lyon, França. Durante 10 anos lecionou Teologia Patrística. (ex-professor do Departamento de Teologia) (+ 9 de março de 2016)

Na PUC-Rio, lecionou na graduação e na pós-graduação, e foi também professor convidado na Universidade Católica de Lisboa e na Universidade de Berkeley, na Califórnia. Autor de 25 livros, vários deles traduzidos, coautor e colaborador de vários outros, publicou inúmeros artigos para revistas nacionais e internacionais. Conferencista no Brasil e no exterior, são várias as pesquisas feitas sobre o seu trabalho e seus escritos envolvendo temas da teologia moral e ética da libertação.

Frei Antônio Moser construiu quinze comunidades de fé na Baixada Fluminense e em Petrópolis, Rio de Janeiro. Dentre elas, merecem destaque a Comunidade Menino Jesus de Praga e a Paróquia de Santa Clara. Foi Diretor-Presidente da Editora Vozes, professor de Teologia Moral e Bioética no Instituto Teológico Franciscano (ITF), em Petrópolis e pároco da Igreja de Santa Clara.

O Reitor Prof. Pe. Josafá Carlos de Siqueira S.J. enviou a seguinte nota à Comunidade Universitária:

Recebemos com tristeza a morte violenta de nosso teólogo e ex-professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, Frei Antônio Moser, este franciscano tão querido de todos nós, tanto por sua grande contribuição na reflexão teológica, como pelas suas qualidades humanas reconhecidas por todos os que tiveram o privilégio de conviver com ele. No momento em que precisamos tanto de pessoas que contribuam para uma sociedade mais justa e fraterna, a violência nos tira do convívio esta pessoa humana que sempre procurou defender os pobres e a ética do meio ambiente. Na certeza que toda a sua vida e obra ficará como um legado para a Igreja e para o mundo acadêmico, peçamos ao Senhor Deus que o receba no seu Reino, onde certamente estar intercedendo por todos que acreditam que a reconciliação possa vencer os conflitos e a paz supere a violência.

A Professora Margarida de Souza Neves, Coordenadora do Núcleo de Memória da PUC-Rio, assim comentou sobre mais essa perda causada pela violência que pune a todos:

Acho que são poucos os professores de hoje e de tempos passados cuja presença, a palavra e a atuação fossem tão opostas a qualquer tipo de violência ou desrespeito ao outro.  Lembro dele firme, corajoso e com opiniões inequívocas, mas sempre próximo, discreto e compreensivo.  A violência é sempre absurda, mas esse absurdo fica mais evidente quando atinge a alguém perto de nós, e alguém cuja vida esteve a serviço da ética, da solidariedade e dos mais pobres. 

Relação com a PUC: 
Frei Antonio Moser. Fonte: currículo Lattes.
Frei Antonio Moser. Fonte: currículo Lattes.