Saudades

Fonte: setor de Recursos Humanos
Fonte: setor de Recursos Humanos

Profa. Maria Verli Mariano Eyer de Araújo (SER) (6 de fevereiro de 2018)

(1941-2018)

A Profa. Verli atuou no Departamento de Serviço Social entre 1969 a 1996. Esteve alguns anos afastada por doença, em 2002 retornou à Universidade como Assistente Social através da Vice-Reitoria Comunitária, e atuou no IOPUC - Instituto de Odontologia da PUC-Rio. Realizava atendimento social e avaliações socioeconômicas de quem comparecia ao IOPUC solicitando tratamento.

Seu livro Serviço social clínico: transferência - contratransferência, editado em 1982, enfoca a prática clínica como categoria metodológica no repertório de Serviço Social e é ainda referenciado em estudos na área. 

A Profa. Ilda Lopes Rodrigues da Silva (VRAc), que estudou e trabalho com a Profa. Verly, recorda:

[...] Verly foi minha colega de graduação (1960 a 1964). Não sei em que data ela foi contratada como professora do Departamento de Serviço Social. Foi professora de graduação e da pós. Ela publicou a dissertação de mestrado em livro, com o título Serviço Social Clinico: Transferência e Contratransferência [...]. Ela tinha formação psicanalítica e partilhava da visão clínica de Serviço Social Clínico. Foi uma professora respeitada e muito conceituada entre seus colegas.

Fotógrafa Isabela Campos. Acervo Comunicar.
Fotógrafa Isabela Campos. Acervo Comunicar.

Prof. Audir Bastos Filho (NEAM) (26 de março de 2018)

Professor, advogado, psicomotricista, consultor de diferentes escolas no Brasil e no exterior, o especialista em educação infantil Audir Bastos Filho era pesquisador do Núcleo de Estudos e Ação sobre o Menor (NEAM) da PUC-Rio. Colaborou com o NEAM por mais de 30 anos.

No NEAM, não lhe cabiam os títulos, mas, sim, seu jeito alegre e irreverente de ser, sempre contribuindo para formação de todos aqueles que com ele conviviam. Mesmo em todos os momentos difíceis ele conseguia estampar um sorriso no rosto e alegrar a todos. Audir vai nos fazer muita falta.

Nota do Núcleo de Estudos e Ação sobre o Menor - NEAM/PUC-Rio

Fonte: setor de Recursos Humanos
Fonte: setor de Recursos Humanos

Profa. Elizabeth Bastos Grandmasson Chaves (DAD) (29 de março de 2018)

(1961-2018)

Graduada em Comunicação Visual pela UFRJ, em 1985, com Mestrado em Design pela PUC-Rio (2015), a Profa. Elizabeth Grandmasson lecionou nesta Universidade desde 1996 e coordenou o Escritório Modelo de Design durante dez anos.

Uma homenagem de todos os alunos, professores e funcionários que tivemos o privilégio de conviver com a querida Bebeth Grandmasson, contribuindo, com sua alegria, seu conhecimento e humor para a formação profissional de tantos alunos que por aqui passaram.

À Bebeth, nosso carinho e recordação.

Homenagem dos alunos do Escritório Modelo (EMoD)

Fonte: setor de Recursos Humanos
Fonte: setor de Recursos Humanos

Prof. Alberico Santos Barbosa (ELE) (14 de abril de 2018)

(1950-2018)

Professor no Departamento de Engenharia Elétrica, no então chamado Corpo Docente Auxiliar, entre 1976 e 1978. Atuou em outras faculdades de Engenharia do Rio de Janeiro, como, por exemplo, a Nuno Lisboa, e teve um breve retorno à PUC-Rio no ano de 1994, afastando-se novamente em 1995.

Desde a juventude teve grande envolvimento com a música, como instrumentista, cantor  e compositor. Participou de bandas nos anos 1960 e atuou como músico de estúdio nos anos 1970.

Segundo o blog de Yasmin Ramyrez, que conviveu com Alberico nos últimos anos, desde 2002 ele mantinha um estúdio musical de ensaio e gravação no bairro do Méier, só fechado em 05/04/2018, quando seu estado de saúde se agravou:

[...] centenas de músicos tocaram naquelas salas empoeiradas e/ou gravaram seus trabalhos naquela mesa do tempo de Moisés. Da Capoeira ao Gospel, do Death Metal ao Progressivo, Punk Rock, Samba, Choro, Blues e Hard Rock… todos estes estilos foram gravados por nosso amigo, que a todos recebia [...].

Fonte: setor de Recursos Humanos
Fonte: setor de Recursos Humanos

Déborah de Barros Fagundes Gonçalves (INF) (21 de abril de 2018)

(1960-2018)

Funcionária do Departamento de Informática. Nos últimos anos esteve afastada, mas trabalhava na PUC-Rio desde 2005.

Fotógrafo Fernando Souza. Fonte: site da ADUFRJ
Fotógrafo Fernando Souza. Fonte: site da ADUFRJ

Prof. Alberto Luiz Galvão Coimbra (COPPE/UFRJ) (16 de maio de 2018)

(1923-2018)

Em 1953, o professor Alberto Coimbra ingressou na Escola Politécnica da PUC-Rio e durante 10 anos ministrou aulas nos cursos de Engenharia Mecânica, Metalúrgica e Química. Em 1963, passou a dedicar-se exclusivamente à Universidade do Brasil (UFRJ) e fundou a Coppe, Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia. 

A Reitoria da UFRJ manifestou sua consternação pelo falecimento de seu professor emérito, considerando-o um dos grandes intelectuais organizadores da UFRJ, particularmente no campo tecnológico, mas também referência para o "fazer universitário". A Reitoria declarou luto oficial de três dias, em reconhecimento às suas contribuições para a Universidade e a sociedade brasileira. Seguem-se trechos da nota oficial da COPPE/UFRJ:

              Adeus, Mestre Coimbra

A Coppe/UFRJ informa, com grande pesar, o falecimento do seu fundador, professor Alberto Luiz Galvão Coimbra, 94 anos, na manhã desta quarta-feira, 16 de maio de 2018. Nascido em 1923, no Rio de Janeiro, Coimbra fundou a Coppe, em 1963, a primeira pós-graduação em Engenharia do Brasil, hoje o maior centro de ensino e pesquisa da América Latina na área.

Mestre em Engenharia Química pela Universidade de Vanderbilt (1949), Coimbra defendeu energicamente um modelo de ensino baseado em horário integral, com dedicação exclusiva. Isso em uma época em que ser professor universitário no Brasil era só uma atividade extra, e quando as escolas de Engenharia então existentes se preocupavam, basicamente, em formar profissionais para o mercado, ele queria investir em pesquisa.

Baseada em três pilares – excelência acadêmica, dedicação exclusiva de professores e alunos e aproximação com a sociedade –, a pós-graduação criada por Coimbra inspirou e serviu de modelo para outros cursos de pós-graduação criados posteriormente no Brasil, mudando os rumos do sistema universitário no país. Determinado, Coimbra ocupou duas salas do prédio da Praia Vermelha, destinadas a professores quase sempre ausentes, para acomodar os primeiros alunos do curso de mestrado em Engenharia Química, embrião do programa de pós-graduação em Engenharia, que viria a ser a Coppe.

Com poucos recursos, buscava convênios para trazer professores estrangeiros, fossem americanos ou russos, em pleno regime militar. Por conta dessa atuação em prol de uma ciência independente, foi convocado para depor na Polícia Federal e fichado, com direito a humilhação. Teve seu rosto coberto por capuz e conduzido, coercitivamente ao Quartel do 1º Batalhão da Polícia do Exército, na Tijuca, onde funcionava o DOI-Codi.

Em 1973, o Conselho Universitário decidiu que Alberto Luiz Coimbra seria proibido de exercer postos de chefia. O fundador da Coppe deixou então a universidade e foi acolhido pelo amigo José Pelúcio Ferreira, então na direção da Finep, empresa pública financiadora de ciência e tecnologia. Lá passou dez anos exilado da vida universitária, período que considerou “o pior de sua vida”.

A reabilitação veio em 1981, ainda durante o regime militar, quando recebeu o Prêmio Anísio Teixeira, do Ministério da Educação. “Quando viram que o Ministério da Educação ia me dar o prêmio, tiveram de revogar a proibição de ocupar cargos de chefia na UFRJ”, contou o professor. De volta à Coppe em 1983, Coimbra assumiu a coordenação do Programa de Engenharia Química, o primeiro curso da Coppe, no qual permaneceu como pesquisador até se aposentar, em 1993, já com as merecidas honrarias, tornando-se Professor Emérito da UFRJ. Em 2015, tornou-se Pesquisador Emérito do CNPq.

Aposentado, residiu durante anos em uma casa em Teresópolis, em cuja fachada tremulava a bandeira do Botafogo, com sua esposa Marlene [...]. Entre os atrasos do Brasil, um dos que mais lamentava era que o ensino em tempo integral implantado na Coppe, [...] não tenha chegado aos ensinos médio e fundamental. “Se pagarem bem à professorinha e colocarem o aluno na escola das 9h às 15h, o Brasil dá um salto”, garantia. O idealismo não pede aposentadoria.

Em 2013, o Núcleo de Memória foi acolhido pelo prof. Alberto Coimbra e família em sua residência, no Rio de Janeiro, para registro de um depoimento na ocasião da comemoração dos 50 anos da Pós-Graduação na PUC-Rio, criada em estreita colaboração com a Coppe/UFRJ.

O Prof. Fernando Mac Dowell em debate nos pilotis da Ala Kennedy. 2011. Fotógrafo Antônio Albuquerque.
O Prof. Fernando Mac Dowell em debate nos pilotis da Ala Kennedy. 2011. Fotógrafo Antônio Albuquerque.

Prof. Fernando Luiz Cumplido Mac Dowell da Costa (CIV) (20 de maio de 2018)

(1945-2018)

O vice-prefeito do Rio de Janeiro, Prof. Fernando Mac Dowell, faleceu aos 72 anos devido a complicações decorrentes de um infarto agudo do miocárdio. Na PUC-Rio, era professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana e Ambiental.

Formado em Engenharia Civil pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em 1969, MacDowell foi diretor de Planejamento e Projetos do Metrô-Rio, responsável técnico pela implantação de 14 quilômetros da Linha 1 e 23 quilômetros da Linha 2. A repercussão internacional do seu trabalho à frente do Metrô para o Rio, tornou-o, em 1980, o primeiro latino-americano a integrar o Comitê Técnico da Union Internationale des Transports Publics, UITP, com sede em Bruxelas.

Presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, DER-RJ, entre 1987 e 1988, durante a década seguinte, coordenou estudos para a implantação da Linha Vermelha e para o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara no governo Brizola e foi subsecretário de Obras do estado no governo de Marcelo Alencar. No início dos anos 2000, Mac Dowell integrou a equipe do Plano Diretor de Transportes Urbanos do estado, ao lado do professor de Engenharia de Transporte da PUC-Rio José Eugênio Leal. Foi também consultor da Agência Nacional do Petróleo (ANP); desenvolveu a Análise Sistêmica para a Reavaliação da Expansão da Linha 2 do Metrô-SP e elaborou os estudos de impacto viário das Usinas Termoelétricas EletroBolt e Termoceará para a Petrobras, entre outros projetos.

Eleito para o cargo de vice-prefeito, assumiu também a Secretaria Municipal de Transportes, em 2018.  Em março desse ano, assumiu a liderança do recém-criado Conselho Consultivo Autoridade da Mobilidade e dos Transportes do Município do Rio de Janeiro (CAMTRJ), que tem a responsabilidade de regular as políticas de mobilidade urbana da cidade.

Nunca deixou de lado, porém, suas atividades como professor. Foi livre-docente em Engenharia pela UFRJ, professor titular do Instituto Militar de Engenharia (IME) e professor adjunto da UERJ e da PUC-Rio.

Nota do Prof. Luiz Alencar Reis da Silva Mello, Decano do Centro Técnico Científico da PUC-Rio:

Notável engenheiro e incansável servidor público, que deixa sua marca no Rio de Janeiro, Mac Dowell era também nosso professor no Mestrado Profissional em Engenharia Urbana e Ambiental, além de grande colaborador e amigo. À família e aos demais amigos, nossos sinceros sentimentos e solidariedade por esta grande perda.

Em sua homenagem, a autoestrada Lagoa-Barra foi rebatizada como autoestrada Engenheiro Fernando MacDowell.

Alberto Dines na formatura de uma turma de Jornalismo da PUC-Rio, em 1965.
Alberto Dines na formatura de uma turma de Jornalismo da PUC-Rio, em 1965.

Prof. Alberto Dines (COM) (22 de maio de 2018)

(1932-2018)

O carioca Alberto Dines, criador do Observatório da Imprensa foi professor do curso de Jornalismo, hoje ligada ao Departamento de Comunicação Social, no qual criou e ministrou as disciplinas Jornalismo Comparado (1963) e Teoria da Imprensa (1965).

Dines iniciou sua carreira como crítico de cinema da revista A Cena Muda em 1952. Foi colaborador das revistas Visão e Manchete, tornando-se assistente de direção e secretário de redação. Em 1959, tornou-se diretor do segundo caderno do jornal Última Hora. Em 1960, foi nomeado editor-chefe da recém-criada revista Fatos e Fotos e colaborou com o jornal Tribuna da Imprensa. Dirigiu também o Diário da Noite. Em 1962, ingressou no Jornal do Brasil como editor-chefe e participou do projeto de reformulação do jornal, que levou o JB a ocupar posição de destaque na imprensa brasileira e estimulou a reestruturação gráfica dos demais jornais.

Foi preso em dezembro de 1968 e submetido a inquérito, logo depois de discurso feito como paraninfo na formatura da turma de Jornalismo da PUC-Rio, no qual fez críticas à censura, logo após a edição do AI-5.

Em 1974, foi professor-visitante na Universidade de Colúmbia. Retornou ao Rio de Janeiro em 1975 e assumiu a chefia da sucursal carioca da Folha de São Paulo. Colaborou com O Pasquim, e residiu em Lisboa entre 1988 e 1995. Em 1994, criou, em Portugal, o Observatório da Imprensa.

De volta ao Brasil, foi o responsável pela criação do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em abril de 1996, lançou a versão eletrônica do Observatório da Imprensa, jornal de crítica e debate sobre o jornalismo contemporâneo, que passou a ter uma edição na TV Educativa do Rio de Janeiro a partir de maio de 1998. Retornou para o Jornal do Brasil em outubro de 1998, com coluna semanal de crítica jornalística.

Recebeu o título de Notório Saber em História e Jornalismo pela Universidade do Estado de São Paulo (USP), da qual também foi membro da comissão de avaliação do curso de jornalismo.

Fonte: setor de Recursos Humanos
Fonte: setor de Recursos Humanos

Izaudi Pereira Santana (VRAD) (9 de junho de 2018)

(1950-2018)

Funcionária da Superintendência Administrativa.

Fonte: setor de Recursos Humanos
Fonte: setor de Recursos Humanos

Profa. Ana Luiza Morales de Aguiar (DAD) (2 de julho de 2018)

(1946-2018)

Professora do Departamento de Artes e Design desde 2003, ministrava aulas de Design de Padronagem, Design de Estamparia e Projeto de Design de Moda.

A Profa. Ana Maria Tepedino quando recebeu o título Professora Emérita. 10/12/2013. Fotógrafo Antônio Albuquerque.
A Profa. Ana Maria Tepedino quando recebeu o título Professora Emérita. 10/12/2013. Fotógrafo Antônio Albuquerque.

Profa. Ana Maria Tepedino (TEO) (13 de setembro de 2018)

(1941-2018)

A Profa. Ana Maria de Azeredo Lopes Tepedino graduou-se em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis, em 1963, e em Teologia, pela PUC-Rio, em 1981. Era Mestre (PUC-Rio, 1986) e Doutora em Teologia (PUC-Rio, 1993). Fazia parte do grupo de teólogas leigas, que é um diferencial do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Em 2013, foi homenageada com o título de Professora Emérita pela PUC-Rio.

Membro da SOTER - Sociedade de Teologia e Ciência da Religião, foi apontada pela Sociedade como uma das mais importantes teólogas da América Latina, abrindo espaços e novas perspectivas de investigação no campo do feminino, na eclesiologia e na Teologia da Libertação. A Profa. atuou também em comissões da CNBB, no CELAM, na CRB e no CNLB.

Palavras do teólogo Leonardo Boff:

Conhecia-a como inquieta inteligência, engajamento pela justiça dos pobres e por um pensamento feminista bem fundado. Seus livros e artigos mostram esta sua dimensão. Bem dizia José Marti: “morrer é fechar os olhos para ver melhor”. Estamos seguros de que Ana Maria está agora com os olhos bem abertos e cheia de encantamento pela bondade de Deus-Pai e – Mãe – e pela alegria dos bem-aventurados. Que viva feliz na comunhão com os Divinos Três.

1980. Acervo Comunicar.
1980. Acervo Comunicar.

Deotilia Ormonde do Carmo (DAR) (30 de novembro de 2018)

(1919-2018)

D. Deotilia, conhecida pelo apelido DOC, faleceu no final de novembro de 2018, aos 99 anos. Chegou à PUC-Rio em 1962, e atuou na Faculdade de Filosofia. Em 1970, foi para a Diretoria de Admissão e Registro (DAR), onde ficou até sair da Universidade em março de 1989.