Diretor do Departamento de Filosofia, Secretário Geral, Reitor
De família paraense, estado em que seu avô, Lauro Sodré, fora governador, veio para o Rio de Janeiro com três anos de idade. Era chamado de “Mindinho” por sua família.
Estudou no Colégio Santo Inácio, onde o “garoto de praia” encontrou sua vocação. Em 1933 entrou para o noviciado no Colégio Anchieta em Nova Friburgo/RJ. Neste Colégio iniciou sua carreira como professor em 1938, ensinando Gramática e Matemática.
Em 1944 voltou ao Colégio Santo Inácio para atuar como professor e “Prefeito dos alunos”. Em 1945 seus Superiores na Ordem Jesuítica consideraram que sua formação em Pedagogia deveria ser aprofundada, e Padre Ormindo foi enviado ao West Baden College em Indiana/EUA, onde se ordenou sacerdote em 1947. Entre 1950 e 1951 fez cursos de Pedagogia e Educação em Londres e Nova York.
Voltou ao Brasil em 1952, sendo designado Secretário Geral da PUC-Rio, onde atuou também como Professor de Pedagogia até 1959. Entre 1960 e 1962 assumiu o cargo de Reitor do Colégio Santo Inácio no Rio de Janeiro. Em 1963 foi enviado para assumir o cargo de Reitor da Universidade Católica de Goiás, onde ficou até 1967, atuando também como professor de Filosofia Educacional.
Em 1968 voltou para a PUC-Rio, onde atuou como Diretor do Departamento de Filosofia, foi o primeiro Decano do Centro de Teologia e Ciências Humanas, e professor de Questões Pedagógicas e Psicologia Educacional. Em 1970 tornou-se Reitor da Universidade, num período muito difícil política e financeiramente, para a PUC e para o Brasil. Procurava auxiliar alunos, e suas famílias, que por alguma razão tivessem problemas com os órgãos de repressão política do Governo Militar.
Em sua gestão foi implementado o regime de créditos acadêmicos, sendo a PUC pioneira neste processo. Foram inaugurados o novo prédio do Rio DataCentro, o prédio do Departamento de Química, o Acelerador de Partículas Van de Graaff e a expansão de seis andares no Bloco do Departamento de Física no Edifício Cardeal Leme.
Deixou a Reitoria em outubro de 1972, mas continuou na PUC-Rio exercendo o magistério no Departamento de Educação e em intensa atividade pastoral. Muito querido pelos alunos, foi Patrono e Paraninfo de diversas turmas de formandos.
Em 1980 foi nomeado Superior da Comunidade Religiosa dos Jesuítas, e passou a dedicar-se integralmente a ação pastoral: atendia a casamentos, missas, velórios, mas tinha especial carinho pelos batizados, tendo realizado, pelos seus registros, mais de dez mil, a maioria na Capela da PUC-Rio.
Padre Viveiros tivera na juventude um outro “chamado”, este para o esporte: era considerado uma grande promessa para o time de futebol do Botafogo, tendo sido contemporâneo de João Saldanha, que o celebrou como “craque” do time de 1932. Sua família fora fundadora do clube, e um tio chegara à Seleção Brasileira de futebol. O jovem Ormindo só ia para o treino após a aula de catecismo. Nada mais adequado do que o Centro Cultural e Esportivo da PUC-Rio, inaugurado em 2000, tenha sido nomeado em sua homenagem.
Referências:
Padre Fernando Bastos de Ávila S.J. Obituário do Padre Ormindo Viveiros de Castro S.J.
Padre Pedro M. Guimarães Ferreira S.J. Obituário do Padre Ormindo Viveiros de Castro, S.J. Disponível em http://www.fplf.org.br/pedro_varios/Meus%20textos%20sobre%20diversos%20assuntos/Viveiros-obitu%C3%A1rio.pdf, acesso em 01/07/2010.